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Atlântida recebe três propostas e ninguém dá mais de 13 milhões

Portugueses, gregos e holandeses – são três as propostas apresentadas ao concurso público internacional para a venda do navio Atlântida, uma das quais é assinada por uma empresa de Mário Ferreira, dono da Douro Azul, sabe o Negócios. A proposta mais alta é de cerca de 13 milhões de euros. A proposta mais alta é de cerca de 13 milhões de euros, para um “ferryboat” – construído pelos estaleiros de Viana e rejeitado pelos Açores – cujos prejuízos até ao momento ultrapassam os 70 milhões de euros.

Correio da Manhã
Rui Neves ruineves@negocios.pt 23 de Abril de 2014 às 15:43
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Contactado pelo Negócios, o empresário Mário Ferreira não quis detalhar a proposta: “Não tenho comentários a fazer, neste momento, sobre essa matéria”, afirmou.

 

Os três candidatos deverão ser entretanto convidados a melhorar a oferta, mas a administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), empresa estatal em fase de liquidação, reserva a possibilidade de não aceitar propostas que não considere vantajosas, já que o navio está à venda sem preço base.

 

A abertura das propostas, que foram apresentadas exclusivamente via correio electrónico, ocorreu às 11 horas desta quarta-feira. A conduzir o procedimento está um júri do concurso, liderado por um elemento da Inspecção-Geral de Finanças e que integra ainda representantes da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças e da Direcção-Geral de Armamento e Infra-estruturas de Defesa. Este júri prestou 22 esclarecimentos desde 20 de Março.

 

O “Atlântida” estava avaliado em 29 milhões de euros no relatório e contas dos ENVC de 2012, quando deveria ter rendido quase 50 milhões de euros. O Estado admite que o navio deverá ser vendido abaixo dos 20 milhões de euros. De acordo com a administração dos ENVC, o prejuízo até ao momento resultante da não venda da embarcação “ultrapassa os 70 milhões de euros”.

 

O navio será vendido e entregue livre de qualquer ónus, o que pressupõe que serão entretanto pagos os oito milhões de euros reclamados pela empresa pública dos Açores Atlânticoline, no âmbito do acordo de rescisão do acordo com os ENVC, por incumprimento na velocidade máxima contratada.

 

Os ENVC estão em processo de liquidação, tendo os terrenos e infra-estruturas sido subconcessionadas ao grupo Martifer, que deverá entrar no espaço na dia 2 de Maio.

 

(Correcção: Onde se lia "espanhóis" deve ler-se "holandeses")

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