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Bondalti garante que não sobe preço da OPA sobre Ercros. "Se sairmos o preço vai cair abaixo dos 2 euros"

Os 18 mil acionistas da empresa, mais de 70% deles pequenos investidores, têm de decidir até 13 de março se vendem as suas ações à química portuguesa por 3,505 euros. José de Mello indica que este é o "valor máximo".

João de Mello
João de Mello Pedro Ferreira
19:01

A operação teve iniciou em março de 2024 está prestes a chegar ao fim, já que os mais de 18 mil acionistas da química catalã têm até 13 de março para decidir se vendem as ações a 3,505 euros cada - o valor máximo que João de Mello diz que a portuguesa Bondalti está disposta a oferecer. 

Em entrevista ao jornal espanhol , o CEO da Bondalti diz: “O que estamos a pagar é o valor máximo determinado por uma avaliação. Não vale mais, vale menos [do que quando lançámos a oferta inicial]”. 

João de Mello afasta alterações às condições da OPA, que avalia a empresa em 320 milhões de euros, assegurando que este valor está fixado acima do verdadeiro valor da empresa. Remete ainda para as conclusões do relatório da Evercore, a assessora financeira da própria Ercros, que diz que o valor é "razoável". a

As ações da Ercros terminaram a sessão desta quarta-feira nos 3,19 euros. Com os títulos longe dos 3,5 euros, o presidente executivo da Bondalti deixou o aviso: "Começam a surgir dúvidas sobre se isto vai concretizar, e se eu fosse acionista da Ercros, o que não sou, estaria preocupado, porque, na minha opinião, se sairmos do negócio, o preço das ações da Ercros cairá abaixo de dois euros."

A aliança, que poderá criar um gigante europeu do setor químico, não é aceite por todos. Há um pequeno grupo de investidores, liderado pelo membro do conselho Joan Casas Galofré, que controla 6% do capital, têm-se oposto à OPA - ao contrário dos sindicatos -, indicando que não vai vender as ações, "a menos que as circunstâncias mudem".

"A menos que o quê mude? Quando os resultados da Ercros forem publicados, que se espera serem muito negativos [a divulgação está prevista para esta sexta-feira, 27 de fevereiro], vai mudar de ideias? É isso que não sabemos”, explica  João de Mello  ao jornal espanhol. 

A Bondalti fixou como condição para o sucesso da OPA a meta de 50% mais uma ação da Ercros. Tem tentando novas estratégias, pela via da publicidade, para ter mais alcance junto dos acionistas minoritários. A complexidade da OPA hostil levou a que a empresa liderada por Antonio Zabalza não divulgasse a lista de acionistas individuais.

O CEO garante que tentou entrar em contacto com a empresa e o presidente, “para tentar tornar a operação amigável, para que pudéssemos obter mais informações e começar a construção. Mas eles fecharam-nos as portas”. Acusa a direção da Ercros de "não estar a fazer nada". Por sua vez, a espanhola justifica a queda nos resultados se deve aos contornos da operação. 

Antonio Zabalza não perdeu tempo em responder. Numa entrevista à Europa Press, disse que a “Bondalti está a tentar obter o controlo da Ercros contra a vontade da Ercros." Acusa-a de estar "numa posição de ataque“ e de “utilizar termos que creio que não são totalmente adequados”. Já sobre o preço oferecido (os 320 milhões de euros), a direção da Ercros considera-o “um preço baratíssimo para a estrutura produtiva e a localização das fábricas" que a empresa tem em Espanha.

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