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Espanhola Pigments aceita vender ativos portugueses para fechar aquisição da Ferro

A Autoridade da Concorrência deu luz verde à operação de concentração no setor dos revestimentos cerâmicos, após empresa espanhola garantir que vai alienar os ativos da Ferro em Portugal, que tem uma subsidiária em Aveiro.

#40 - Margarida Matos Rosa
Margarida Matos Rosa, presidente da Autoridade da Concorrência.
Negócios jng@negocios.pt 28 de Dezembro de 2020 às 16:23
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A Pigments Spain, que integra o grupo de revestimento de azulejos cerâmicos Esmalglass-Itaca-Fritta (EIF), comprometeu-se a desinvestir nos ativos adquiridos à Ferro em Portugal para poder fechar a operação de concentração que envolve a Ferro Corporation.

 

"Os compromissos apresentados pela Pigments, ao incluírem a alienação em benefício de um operador terceiro da totalidade dos ativos adquiridos à Ferro Corporation em Portugal, contribuem para a manutenção de uma estrutura da oferta semelhante à atual e, consequentemente, foram considerados suficientes, proporcionais e adequados à resolução dos problemas de concorrência identificados pela AdC", salienta o regulador.

 

Notificada em junho de 2020 sobre esta operação de controlo exclusivo por parte da empresa pertencente ao grupo EIF, que atua no mercado nacional através da subsidiária Esmalglass Portugal, instalada em Águeda, a Autoridade da Concorrência decidiu abrir uma investigação aprofundada ao negócio a 15 de outubro.

 

Nessa altura, a entidade supervisora alegou que "a empresa resultante [poderia] ter a capacidade e o incentivo para deteriorar as condições de oferta, como preço, qualidade ou variedade no mercado de esmaltes, tintas esmaltadas e tintas digitais, essenciais à indústria dos pavimentos e revestimentos cerâmicos".

 

Segundo a entidade liderada por Margarida Matos Rosa, "em Portugal, o negócio-alvo inclui ativos pertencentes à subsidiária nacional do grupo, a Ferro – Indústrias Químicas, Lda.". Sediada em Aveiro, após uma reestruturação interna do grupo no país, assessorada pela PLMJ, em 2019 absorveu a Quimicer Portugal (fritas, esmaltes e cores para a indústria cerâmica), que tinha comprado por 27,8 milhões de euros.
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