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Patrões portugueses do alumínio querem “escudo” europeu no acordo com a Índia

A Associação Portuguesa do Alumínio alerta para riscos do acordo comercial firmado entre a União Europeia e a Índia e pede salvaguardas para proteger esta indústria europeia.

Empresa de alumínio desafia setor da construção por sustentabilidade
Empresa de alumínio desafia setor da construção por sustentabilidade
24 de Fevereiro de 2026 às 11:20

Representando 54 empresas, que agregam uma faturação de 459 milhões de euros e mais de 3.600 trabalhadores, a Associação Portuguesa do Alumínio (Apal) manifesta a sua preocupação relativamente ao Acordo de Comércio Livre entre a União Europeia e a Índia, recentemente concluído, alertando para “os potenciais impactos negativos” que este poderá representar para a competitividade da indústria europeia, e, sobretudo, para o setor do alumínio em Portugal.

Num momento em que “a indústria europeia enfrenta desafios estruturais associados ao aumento dos custos energéticos, à pressão regulatória ambiental e à crescente concorrência internacional”, a Apal considera que o acordo “poderá agravar situações de concorrência desleal, colocando em causa a sustentabilidade económica e industrial de um setor considerado estratégico para a transição energética e para a autonomia industrial europeia”.

Daí que tenha decidido dirigir uma carta formal ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, a Luís Montenegro e aos Ministérios dos Negócios Estrangeiros, Finanças e Ambiente, assim como aos deputados portugueses e ao Parlamento Europeu.

Objetivo: “Assegurar que as preocupações do setor fossem consideradas na reunião do Conselho Europeu de 12 de fevereiro de 2026, cuja agenda incluiu a defesa das empresas europeias face à competição internacional e a proteção de setores estratégicos”, observa a Apal.

Na sua posição oficial, a associação defende “a adoção de mecanismos de proteção eficazes para setores industriais estratégicos, bem como regras que promovam a preferência europeia em áreas sensíveis e uma abordagem estruturada de redução dos riscos económicos e industriais associados a acordos comerciais internacionais”.

De resto, a APAL enfatiza que o setor do alumínio “desempenha um papel essencial em cadeias de valor críticas para a economia europeia, nomeadamente na construção, mobilidade sustentável, energia e indústria transformadora, sendo determinante para objetivos como a descarbonização e a circularidade dos materiais”.

No âmbito deste processo, a associação remeteu a sua posição oficial e informação técnica às entidades nacionais e europeias diretamente envolvidas na tomada de decisão, reforçando a necessidade de uma análise aprofundada dos impactos económicos e industriais decorrentes do acordo.

 

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