Administração dos EUA planeia cortar tarifas sobre produtos de aço e alumínio
Flexibilização das barreiras ao comércio surge numa altura de persistente ansiedade dos eleitores norte-americanos em relação às condições económicas. Mais de 400 categorias de produtos, como extintores de incêndio e eletrodomésticos estavam incluídos na lista de bens taxados.
A Administração norte-americana está a planear reduzir algumas das tarifas aplicadas a produtos de aço e alumínio. Estas taxas alfandegárias estão a prejudicar os consumidores dos Estados Unidos (EUA) e a levar a um aumento dos preços de produtos como enlatados e eletrodomésticos.
A informação, avançada pelo Financial Times (FT), chega depois de durante o verão do ano passado o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado que iria aplicar tarifas de até 50% às importações de aço e alumínio, taxas que, entretanto, alargou também a vários produtos fabricados com estes metais. Em agosto, mais de 400 categorias adicionais de produtos, como extintores de incêndio, máquinas agrícolas, materiais de construção, carruagens ferroviárias e turbinas eólicas estavam incluídos nesta lista.
Segundo fontes citadas pelo jornal britânico, o Governo do republicano está agora a reavaliar a lista de bens afetados por estas barreiras ao comércio e planeia isentar vários destes produtos de tarifas.
A decisão surge numa altura em que a taxa de aprovação do Presidente dos EUA tem vindo a cair. Mais de 70% dos adultos norte-americanos classificam as condições económicas no país como razoáveis ou más, com cerca de 52% a consideram que as políticas económicas de Trump pioraram estas condições, de acordo com uma sondagem do Pew Research Center publicada este mês e citada pelo FT.
Países como o Reino Unido, México e Canadá, bem como os Estados-membros da UE, poderão ser dos principais a beneficiar de qualquer flexibilização das tarifas dos EUA sobre produtos de aço e alumínio.
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