Stefan Hartung abandona Bosch após quatro anos como CEO
O CEO vai ser substituído por Christian Fischer, atual vice-presidente executivo, que assume funções já a 1 de julho.
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Stefan Hartung vai abandonar a liderança da Bosch após mais de quatro anos como CEO. O executivo de 60 anos sai pelo próprio pé da empresa, com o objetivo de dedicar-se a "novos compromissos sociais e tarefas empresariais", anunciou esta sexta-feira a multinacional alemã, que vai nomear Christian Fischer, atual vice-presidente executivo, como o seu sucessor a partir do dia 1 de julho.
Hartung subiu aos poucos pela hierarquia da empresa e, desde que assumiu a liderança, tornou-se um dos principais impulsionadores da ideia de que a Bosch tinha de cortar milhares de postos de trabalho para tornar a empresa mais competitiva, numa altura em que a multinacional alemã tem sido atingida em força pela recessão na indústria automóvel.
Mesmo assim, a empresa continua a empregar mais de 400 mil pessoas, das quais 6 mil em Portugal, e conseguiu gerar mais de 91 mil milhões de euros em receitas no ano passado.
Para já, a Bosch, que é a maior fabricante de peças e componentes de automóveis do mundo, tem planos para eliminar um total de 18.500 postos de trabalho - um número que já inclui os 13 mil despedimentos anunciados em setembro e que vão afetar a sua unidade de mobilidade. Várias empresas seguiram os passos da multinacional alemã, incluindo a Aumovio e a ZF Friedrichshafen, que já anunciaram que vão avançar com cortes nas suas equipas.
Além de uma maior competição vinda da China e o "marcha-atrás" dado por várias fabricantes automóveis nas suas ambições elétricas, as tarifas norte-americanas e o conflito no Médio Oriente vieram pesar sobre as margens da indústria, colocando a Bosch e outras empresas numa situação ainda mais delicada.