Fundo de Bill Ackman quer comprar a Universal Music por quase 56 mil milhões. Ações disparam mais de 13%
O fundo de investimento Pershing Square, gerido pelo investidor americano Bill Ackman, quer comprar a discográfica Universal Music Group. Em cima da mesa, de acordo com a CNBC, está um negócio avaliado em 55,8 mil milhões de euros (quase 65 mil milhões de dólares).
A proposta da Pershing vem com papel de embrulho: a fusão permitiria transferir a empresa, atualmente cotada em Amesterdão, para os Estados Unidos da América, iniciando a cotação em Nova Iorque. Segundo a Bloomberg, o fundo de investimento propõe um prémio de 78% face ao último preço de fecho da editora discográfica.
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A Universal Music representa artistas musicais internacionais como Billie Eilish, Bon Jovi, Lady Gaga, Stevie Wonder, Taylor Swift e Kendrick Lamar, enquanto por cá assina artistas como Gisela João, Lena D'Água, Marisa Liz, Milhanas, Pedro Abrunhosa, António Zambujo, Sérgio Godinho e Sara Correia.
CEO do grupo Pershing Square
A imprensa internacional aponta que os acionistas, caso concordem com a aquisição, vão receber 9,4 mil milhões de euros, o equivalente a 5,05 euros por ação da editora discográfica, além de 0,77 ações da nova empresa por cada ação que detenham da Universal Music. O objetivo do fundo de investimento é fundir a Universal com a Pershing Square SPARC Holdings, uma empresa de aquisições que pertence ao fundo.
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A Pershing Square estima então que a oferta esteja avaliada em 30,40 euros por ação. O fundo de investimento de Bill Ackman pretende dar a aquisição como encerrada até ao fim do presente ano.
"Desde a cotação da Universal Music Group, Sir Lucian Grainge [CEO e 'chairman'] e a administração da empresa têm feito um excelente trabalho ao cultivar e continuar a construir um catálogo de artistas de classe mundial e a gerar um forte desempenho empresarial", destaca Ackman, citado em comunicado.
Contudo, o investidor destaca a desvalorização que a editora discográfica tem vindo a sofrer em bolsa. "O preço das ações tem estagnado devido a uma combinação de questões que não estão relacionadas com o desempenho do seu negócio musical e, mais imprtante, todas podem ser resolvidas com esta aquisição", sustenta o investidor. Bill Ackman aponta a incerteza da participação do grupo Bolloré, que detém 18% da empresa, e o constante adiamento da cotação nos EUA, bem como o "envolvimento insuficiente" com os acionistas para a desvalorização em Amesterdão.
As ações da Universal Music Group em Amesterdão estão a disparar mais de 13% com a proposta que chegou dos Estados Unidos, para 19,42 euros.
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A empresa chegou mesmo a superar os 21 euros por ação na abertura, com os investidores entusiasmados com a oferta. A Universal Music Group tinha encerrado a sessão anterior, de quinta-feira 2 de abril, a 17,05 euros. Aquando deste fecho, a editora contabilizava um valor de mercado de 31,37 mil milhões de euros.
Desde o início do ano, e não somando a valorização que está a acontecer neste momento, as ações da Universal Music tinham registado uma quebra de 23%.
À boleia da subida das ações da discográfica está a Vivendi e o grupo Bolloré. Isto porque a Universal Music pertencia à Vivendi, que desmembrou a discográfica em 2021 após uma Oferta Pública Inicial (OPA), mantendo uma participação. Na verdade, estima-se que Vincent Bolloré, CEO do grupo Bolloré, tenha uma participação avaliada em 5,9 mil milhões de euros.
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Neste momento, a Vivendi está a assistir a um aumento de 10,08% das suas ações, para 2,01 euros, enquanto o grupo Bolloré está a subir 6,05% para 5,12 euros.
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