Norte “ganha” RTP2 após batalha de 25 anos
“É um dia histórico para a RTP2”. Foi assim que o presidente do conselho de administração da estação pública, Alberto da Ponte, classificou a passagem da direcção editorial do canal para o Centro de Produção do Norte (CPN) da empresa, instalado no Monte da Virgem, em Vila Nova de Gaia. Com esta decisão, a empresa pretende também garantir uma mais ampla cobertura geográfica do território e chamar à antena televisiva novos intervenientes, da política às artes, passando pelo mundo empresarial.
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“Já nos anos 1980 havia projectos para passar a responsabilidades editoriais para o Monte da Virgem. Passaram bastantes anos. E quando [no início de 2013] anunciámos que o CPN tenderia a produzir os conteúdos da RTP2 dissemos que se poderia ir mais longe. Em diálogo e observando todas as realidades que queremos consolidar – entre as quais uma ampla cobertura geográfica e dar ao Norte e Centro do País a importância que devem ter no contexto nacional e até internacional – foi possível concretizar este sonho”, recordou Alberto da Ponte.
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Durante uma intervenção na apresentação do novo projecto, no Porto, o gestor recordou que há um ano e meio o canal estava na esfera da privatização equacionada pelo Executivo, que veio a desistir, embora sempre soubesse que “não era possível cumprir o serviço público sem ter um serviço de programas como a RTP2, que é segmentado, tem determinados grupos-alvo que têm de ser atingidos”. Depois da tempestade vem a bonança de um canal “de futuro, com orçamento consolidado e sede no Monte da Virgem”.
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Mesmo ressalvando o atraso de um quarto de século, esta é uma “promessa cumprida” que dá “um gosto particular” ao ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional. Por um lado, porque a sua “visão para o CPN era a de um centro de massa crítica, onde se pensa a programação da empresa, e não só um local onde se produzem conteúdos”. Por outro, por ter sido feito “num momento difícil em que os constrangimentos sobre todos os funcionários são importantes, e em que a empresa, num cenário difícil, conseguiu inovar e dar passos importantes como este que agora se concretiza”.
“Ter este centro de massa critica, com responsabilidade editorial, não é apenas um esforço de descentralização, que o Governo quer reforçar em vários domínios. É também para potenciar os recursos humanos que aqui existem, não só na RTP mas também no espaço público, que possam contribuir com pontos de vista diferentes e inovadores face ao que frequentemente domina” os ecrãs da televisão, concretizou Poiares Maduro. O ministro assegurou que, além de produzir e emitir a RTP2, os profissionais do CPN vão continuar a trabalhar na informação e conteúdos que passam nos outros canais, como a RTP1 ou a RTP Informação.
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“Sem pronúncia mas pronunciadamente do Porto para todo o País”
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O novo director da RTP2, que era até agora director do CPN, prometeu à administração da empresa “realinhar e reordenar a RTP2”, fazendo-a “regressar ao bons tempos” com uma diversidade de programação que cobrirá todo o território nacional, incorporando “maior modernidade a nível estético, captando novos intervenientes”.
“Queremos programação que sirva todas as faixas etárias. Que valorize os diferentes olhares sobre a cultura nacional e onde a designada cultura popular também encontre o seu espaço e enquadramento. Que abra uma janela para o mundo, que inclua o que de melhor se faz em todo o mundo, do bailado aos concertos, às séries históricas. Teremos programas regulares sobre economia, ciência, cultura e empreendedorismo. Programação que ajude a compreender o mundo”, adiantou Elíseo Oliveira, que foi membro do conselho regulador da ERC e presidente do Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia.
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Já a partir de segunda-feira, 7 de Abril, será “recuperada uma marca estratégica” que o director de informação da RTP, José Manuel Portugal, disse que voltará a ser “uma referência para todos os portugueses”. O Jornal 2 será “desenhado para ser uma marca de qualidade e que será distintiva do serviço público, com novos protagonistas para comentar a actualidade com massa critica das empresas, das universidades, em particular do Norte. Será um jornal sem pronúncia mas pronunciadamente do Porto para todo o País e para todos os portugueses”, concluiu.
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