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Hong Kong: Magnata da imprensa Jimmy Lai libertado sob caução

O magnata da imprensa e uma das principais figuras do movimento pró-democracia de Hong Kong Jimmy Lai foi hoje libertado sob caução, constatou a agência France-Presse.

Reuters
Lusa 11 de Agosto de 2020 às 18:34
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Jimmy Lai tinha sido detido na segunda-feira, ao abrigo da nova lei de segurança nacional, imposta pela China a Hong Kong.

A saída de Jimmy Lai de uma esquadra da polícia de Hong Kong foi acompanhada por um ruidoso grupo de apoiantes, que o vitoriaram.

Jimmy Lai, de 72 anos, é o proprietário de duas publicações pró-democracia e frequentemente críticas de Pequim, o diário Apple Daily e o Next Magazine.

Visto por numerosos habitantes de Hong Kong como um herói e único magnata do território crítico de Pequim, Jimmy Lai é descrito nos meios de comunicação oficiais chineses como "um traidor", que inspirou as manifestações pró-democracia realizadas na região chinesa, e o líder de um grupo de personalidades acusadas de conspirar com nações estrangeiras para prejudicar a China.

Em meados de junho, duas semanas antes de ser aprovada a nova lei de segurança nacional, Jimmy Lai disse à AFP esperar a detenção.

"Estou pronto para ir para a prisão. Se isso acontecer, terei oportunidade de ler livros que ainda não li. A única coisa que posso fazer é ser positivo", afirmou.

Para o empresário, a nova lei "vai substituir" o regime legal de Hong Kong e "destruir o estatuto financeiro internacional" da cidade.

A lei da segurança nacional criminaliza atos secessionistas, subversivos e terroristas, bem como o conluio com forças estrangeiras para intervir nos assuntos da cidade.

O documento entrou em vigor em 30 de junho, após repetidas advertências do Governo de Pequim contra a dissidência em Hong Kong, abalado em 2019 por sete meses de manifestações em defesa de reformas democráticas e quase sempre marcadas por confrontos com a polícia, que levaram à detenção de mais de nove mil pessoas.

Hong Kong regressou à soberania da China em 1997, com um acordo que garante ao território 50 anos de autonomia a nível executivo, legislativo e judicial, bem como liberdades desconhecidas no resto do país, ao abrigo do princípio "um país, dois sistemas", também aplicado em Macau, sob administração chinesa desde 1999.
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