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Precários da RTP recebidos pela administração continuam "sem respostas"

Um grupo de onze trabalhadores precários do universo RTP foi esta tarde recebido pela administração da empresa, após um protesto sobre o processo de integração nos quadros, mas o encontro terminou "sem respostas", disse o jornalista João Torgal.

6º RTP
Lusa 05 de Novembro de 2018 às 20:53
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"Saímos desagradados da reunião, pois a RTP continua a defender que tem tido um comportamento exemplar neste processo, defendendo que recorrer a recibos verdes é perfeitamente legítimo em muitas situações, ou seja, defende isso como uma medida de gestão", afirmou à agência Lusa o jornalista da Antena 1.

 

Durante a reunião que durou cerca de duas horas e que contou com três elementos da administração da RTP, "não houve qualquer proposta concreta", acrescentou João Torgal, acusando a RTP de ter mudado de posição "a meio do jogo" quando alterou vários pareceres das comissões de avaliação de positivos para negativos no âmbito do Programa de Regularização Extraordinária de Vínculos Precários do Estado (PREVPAP).

 

"Apenas nos disseram que estariam disponíveis para alterar situações pontuais", disse o jornalista.

 

A reunião realizou-se depois de um protesto que reuniu esta manhã cerca de meia centena de jornalistas, tradutores, locutores, repórteres de imagem, entre outros trabalhadores precários do universo RTP frente à estação televisiva, em Lisboa, contra a falta de respostas do Governo sobre a sua integração.

 

Envergando cartazes com palavras de ordem como "Hoje não colaboramos", "Hoje não posso, amanhã não sei", a iniciativa organizada pelo movimento Precários RTP pretendeu chamar a atenção do Governo para a sua situação, que abrange trabalhadores da RTP, Antena 1 e Antena 3, entre outros meios do grupo.

 

Em causa está o facto de apenas terem tido luz verde cerca de 130 casos de mais de 300 que se inscreveram no PREVPAP.

 

Em meados deste mês, o Sindicato do Jornalistas denunciou a "injustiça que se criou" no processo de integração de precários da estação pública RTP, com a atribuição de pareceres negativos em casos de profissionais que "trabalham todos os dias nas redacções".

 

Relativamente ao PREVPAP, o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, admitiu, também em meados deste mês, que o processo só deverá ficar concluído em 2019.

 

Antes, no final de Agosto, Vieira da Silva reconheceu que em empresas como a RTP ou a Lusa (que também tem a decorrer um processo semelhante), a integração "ainda será mais simples", uma vez que não é necessário abrir concursos, bastando "um parecer devidamente homologado".

 

Os sindicatos da RTP (Sindicato dos Jornalistas, Sindicato dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual e Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual) manifestaram, em comunicado, solidariedade face ao protesto organizado pelo grupo de trabalhadores com vínculos precários na RTP, lamentando que, passados cinco meses após o prazo oficial para concluir o PPEVPAP, não tenha havido qualquer integração de trabalhadores, quer na RTP, quer na Lusa, ambas empresas do sector empresarial do Estado.

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