O Negócios pergunta. Maioria considera que Portugal não está preparado para novos apagões
O Negócios desafiou os seus leitores a responderem a uma pergunta no canal do WhatsApp sobre o apagão elétrico de 28 de abril de 2025 e como o país se preparou ou não desde essa data. Eis as conclusões.
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Há uma semana, o Negócios perguntou aos seus leitores sobre o maior apagão elétrico das últimas duas décadas na Europa. De acordo com o Governo, o sistema elétrico português está mais preparado, mas ainda não totalmente reforçado.
O pacote de 400 milhões de euros lançado pelo Governo em julho de 2025, com 31 medidas para aumentar a segurança do sistema, está maioritariamente executado: 21 medidas estão concluídas e 10 continuam em curso, segundo o Ministério do Ambiente e Energia.
O balanço mostra avanços na operação, transparência e planeamento da rede. Mas também evidencia que os investimentos mais estruturais, isto é, aqueles que podem fazer a diferença num cenário de crise ainda não estão no terreno.
Entre as medidas concluídas, o foco foi sobretudo operacional, regulatório e de monitorização do sistema. O número de centrais com capacidade de arranque autónomo ("black start"), essenciais para reiniciar o sistema após colapso total, duplicou, passando de duas para quatro.
Foram também reforçados os mecanismos de monitorização e transparência: o gestor global do sistema passou a reportar indicadores operacionais, foi criada uma plataforma de dados abertos e reforçada a cibersegurança do sistema elétrico nacional.
No canal de WhatsApp do Negócios o balanço feito não convenceu os leitores. Entre as 205 respostas obtidas, 156 consideram que o país não está mais bem preparado para enfrentar novos apagões no futuro. Apenas 23 inquiridos se mostram mais confiantes nas medidas tomadas para evitar que esse cenário se repita, enquanto 26 não têm opinião sobre o assunto.
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