O Negócios pergunta. Novas medidas do Governo sobre heranças indivisas vão resolver o problema?
O Negócios desafia os seus leitores a responderem a uma pergunta no canal do WhatsApp sobre um conjunto de alterações em matéria de sucessões que foi aprovado em Conselho de Ministros e que inclui um novo regime para venda de imóveis que estejam em heranças indivisas.
O Negócios quer saber a opinião dos seus leitores sobre os assuntos mais relevantes da atualidade. Para isso, coloca regularmente questões aos subscritores do canal de WhatsApp.
Ao fim de dois anos durante os quais uma herança que inclua um imóvel permaneça indivisa, um ou mais herdeiros passam a poder “provocar a venda do imóvel quando não haja acordo entre eles”. A medida faz parte de um novo “processo especial de venda de coisa imóvel indivisa”, aprovado na semana passada em Conselho de Ministros.
O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião semanal do Executivo. “Todos os herdeiros manterão naturalmente o direito de participar no processo de venda” e “o objetivo é que a situação seja desbloqueada com todos os efeitos daí decorrentes, seja no ambiente urbano, seja no ambiente rural, onde a matéria tem também muita pertinência”, explicou Luís Montenegro.
Sem avançar detalhes, o primeiro-ministro explicou agora que a iniciativa se justifica porque há “heranças que se perpetuam indivisas e muitas propriedades que estão devolutas”, em meio rural, mas também em centros urbanos, o que “não robustece o mercado, nomeadamente de arrendamento, mas também de aquisição”.
Novas medidas do Governo sobre heranças indivisas vão resolver o problema?
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