Governo quer capitais de risco internacionais domiciliadas em Portugal

O Governo anuncia esta segunda-feira, 9 de Julho, um conjunto de medidas para fomentar o empreendedorismo, dando novo ímpeto ao programa Startup Portugal. Há novas medidas para chamar a Portugal fundos e talentos.
David Martins
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Alexandra Machado 09 de julho de 2018 às 08:00

O Governo quer atrair para Portugal fundos de capital de risco que invistam em start-ups. Para tentar domiciliar essas instituições vai implementar um fundo de co-investimento com contrapartidas pública e privada, para que conjuntamente possa atingir um co-investimento de até 50 milhões de euros, a realizar faseadamente, apurou o Negócios.
Esta é uma das medidas que será apresentada segunda-feira, 9 de Julho, pelo Governo, de fomento ao empreendedorismo.
Ao nível de medidas de financiamento, e além deste fundo de co-investimento, o Governo pretende lançar a linha ADN Start-up, com 10 milhões de euros para empresas com até quatro anos e com um mínimo de 15% de capitais próprios. O máximo por empresa será de 50 mil euros, para operações até oito anos. Nos primeiros dois anos, a empresa terá carência de capital.
Também haverá um um instrumento de co-investimento com incubadoras e aceleradoras, cujo montante não foi possível apurar. Também haverá uma linha de financiamento a operações de entrada em capital nas start-ups, operacionalizado pelo IFD (Instituição Financeira de Desenvolvimento), capital que a médio prazo pode ser revertido em empréstimo para a empresa poder pagar e recuperar o capital.
O Startup voucher - entrega de financiamento e ajuda técnica para criação de novas empresas - já conhecido vai ter nova vaga de candidaturas, arrancando esta segunda-feira, com 400 vagas, e que incluirá candidatos de Lisboa. Estes avisos terão periodicidade bianual. Também em Julho será aberto novo aviso para a atribuição de vales incubação. O programa momentum - apoio a recém-licenciados e finalistas do ensino superior - também vai ter 50 vagas por ano.
O Governo pretende, ainda, lançar uma plataforma digital de mapeamento de start-ups e incubadoras, que se designará start-up center. E serão criados os "pitch vouchers" que dará às start-ups uma senha de acesso a empresas já instaladas, para fomentar relações e conhecimentos.
Há alguns sectores que serão, neste roteiro do empreendedorismo, especificamente apoiados. É o caso do turismo, do comércio e o digital.
Haverá uma "call" para MVP ("minimum viable products"), produtos minimamente viáveis, passíveis de serem comercializados mundialmente. Os projectos serão seleccionados pela Portugal Ventures e beneficiarão de até 1 milhão de euros, com um mínimo de 300 mil euros.

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