Uma em quatro startups da capital nascem na Universidade de Lisboa
Quase podemos dizer que as startups nascem como cogumelos, e o ecossistema educativo é o ambiente ideal para o borbulhar de ideias. Prova disso é o facto de uma em cada quatro startups que são criadas na capital portuguesa têm a Universidade de Lisboa como local de nascimento, impulsionando a instituição universitária no ranking de ecossistema universitário europeu onde mais startups são criadas.
Um estudo da Dealroom apresentado no âmbito do ULisboa Startup Impact Report mostra que o ecossistema de startups a nascer na Universidade de Lisboa já vale 24 mil milhões de euros, um valor avultado quando considerado todo o ambiente que se vive na cidade, especialmente com a criação do Hub Criativo do Beato.
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O mesmo estudo mostra que "45% do volume de investimento de venture capital na Área Metropolitana de Lisboa foi para startups da ULisboa", uma percentagem minoritária mas que tem vindo a crescer nos últimos anos, superando os 850 milhões de euros desde 2024 e oito mil milhões de euros no total. Além disso, "as startups criadas na ULisboa estão em mais de 40 países, com hubs focados nos Estados Unidos da América, Brasil, mas também na Europa, em países como Alemanha, França, Reino Unido e Espanha", segundo Aliaksei Vincho da Dealroom.
São mais de mil startups que nasceram debaixo do tecto da Universidade de Lisboa, entre as quais quatro unicórnios portugueses; Tekever Talkdesk, Outsystems e Anchorage Digital. Todas estas startups já criaram 36 mil postos de trabalho, tanto no país como em outras geografias.
As startups de software e marketing apresentam-se na linha da frente como as empresas com maior enterprise value, na ordem dos 19,2 mil milhões de euros e 9,7 mil milhões, respetivamente, ainda que as startups de saúde sejam as que nascem em maior número.
"A Universidade de Lisboa consolidou-se como um ecossistema orgânico. É um lugar onde a inteligência se torna inquieta, é o saber que se torna em empresas, talento qualificado e soluções concretas", vinca Cecília Rodrigues, vice-reitora para investigação e inovação da ULisboa.
A criação deste número de startups é "o reflexo de décadas de investimento de pessoas e valorização de conhecimento. É o resultado do que gostamos de chamar de curiosidade disciplinar", reconhece.
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Vice-reitora da Universidade de Lisboa
O presidente da Startup Portugal, Alexandre Santos, também esteve presente no evento, lembrou que a entidade está "ativamente a desenvolver três projetos" para impulsionar e permitir escalar as startups nacionais e as que nascem dentro das universidades.
"Temos o Start from knowledge, que nos vai ajudar a superar os 170 spinouts académicos. Temos muitos alumni que não criam as startups dentro das universidades, mas é onde as ideias nascem", destacou, como sendo este o encaixe perfeito para quem quer começar, recordando ainda o Deeptech Fund e o Tech Foundry, cujos objetivos são para uma rede de apoio e disponibilizar capital de apoio para o desenvolvimento dos projetos.
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