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Costa: No Programa 200M quem decide a aplicação do dinheiro são os investidores

Numa sessão com centenas de investidores internacionais, António Costa explicou que, no âmbito do Programa 200M, que visa apoiar projectos inovadores, quem decide que projectos são investidos são os fundos.

Miguel Baltazar
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O primeiro-ministro, António Costa, aproveitou um evento com mais de 500 investidores – paralelo ao Web Summit e que se chama Venture Summit – para explicar o programa 200M, que foi avançado pela imprensa durante o fim-de-semana.

"Percebemos que a melhor forma de apoiar o financiamento é através do co-investimento e lançamos por isso este programa – o '200M co-invest with the best'. O Estado põe 200 milhões de euros mas quem decide a sua aplicação são os investidores internacionais ou nacionais, que escolhem as melhores empresas, os melhores projectos, a quem é necessário assegurar 'venture capital' [capital de risco] para poderem arrancar com o desenvolvimento da sua actividade. Esse é o novo instrumento que criamos porque julgamos que, se pusermos o dinheiro acessível às pessoas certas para realizar os processos certos, teremos condições de fazer os melhores investimentos e ajudar a fortalecer uma economia mais dinâmica e mais inovadora" salientou António Costa.

Em entrevista ao Negócios e Antena 1, o secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, tinha já referido este programa e explicado que, como o programa é co-financiado, ao todo serão 400 milhões para investir em start-ups, já que aos 200 milhões financiados pelo Estado juntar-se-á, na mesma proporção, o dinheiro de privados.


Segundo explicou o secretário de Estado, este financiamento irá privilegiar gestoras de capital de risco com competência comprovada e experiência em áreas específicas. "Nós queremos atrair os melhores investidores. E não só investidores de capital de risco. Pela primeira vez, nós valorizamos os investidores que tenham ‘know-how’ da indústria, especialização", adiantou João Vasconcelos. "Nós queremos investidores que estejam à vontade com digital, com robótica, com biotecnologia, com farmacêutica, com renováveis".


O chefe de Governo referiu ainda esta segunda-feira que a realização do Web Summit em Lisboa é "uma grande honra mas é também um enorme desafio". Os desafios prende-se, sobretudo, com transformar a economia nacional cada vez mais aberta, internacional, "que moderniza os sectores tradicionais mas que aposta e acredita na capacidade da inovação". Algo que está a ser feito com as políticas públicas nacionais.

No entanto, Costa explicou também que com a realização do evento em Lisboa "queremos ver não só o país conhecido como um bom local para investir mas queremos aprender mais, ouvir e saber como é que podemos fazer melhor".

Antes do primeiro-ministro, o presidente da Câmara de Lisboa falou perante uma plateia de investidores, onde assinalou que "Lisboa é uma das vibrantes capitais europeias" e é também "uma das cidades mais abertas que podem encontrar". "Sabemos o que está acontecer no mundo", defendeu e acrescentou que: "o nosso compromisso é manter Lisboa como uma cidade aberta".

Em entrevista ao Negócios na semana passada, o autarca tinha já sublinhado que um dos grande activos da capital portuguesa é saber acolhe bem a diferença.

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