Microsoft surpreende nos lucros. Receitas da unidade de "cloud" puxam por resultados

A tecnológica liderada por Satya Nadella já dá sinais de que os investimentos em IA estão a dar frutos. O lucro da empresa acelerou cerca de 20% no seu trimestre fiscal e quase chegou aos 32 mil milhões de dólares.
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AP
Ricardo Jesus Silva 29 de Abril de 2026 às 21:29

A Microsoft já está a conseguir retornos substanciais com os seus investimentos em inteligência artificial (IA). A empresa liderada por Satya Nadella viu as receitas com a sua unidade de "cloud" dispararem 39% no seu terceiro trimestre fiscal - um valor que permitiu puxar pelos resultados globais da empresa, de acordo com um documento divulgado esta quarta-feira. Mesmo assim, as receitas com esta unidade acabaram por bater por pouco as expectativas dos analistas, que esperavam um crescimento de 38%, levando os investidores a exigirem mais da tecnológica. Neste momento, as ações da empresa caem mais de 2% no "after-hours". 

As receitas da criadora do sistema operativo Windows aceleraram 18% no período em análise e atingiram os 82,9 mil milhões de dólares, batendo as previsões dos analistas que apontavam para 81,5 mil milhões. Já o resultado líquido acelerou cerca de 20% para 31,8 mil milhões de dólares, com o lucro por ação a fixar-se nos 4,27 dólares - acima das estimativas que o colocavam nos 4,03 dólares. 

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A maior fabricante de software do mundo está empenhada em comercializar a IA através dos seus serviços de "cloud", como é o caso do Copilot. No entanto, a Microsoft tem vindo a enfrentar algumas dificuldades em conseguir a capacidade necessário de centros de dados para acompanhar a explosão de procura por parte dos seus utilizadores. Isso fez com que o investimento na tecnologia projetado para o trimestre fiscal anterior da empresa ficasse abaixo do esperado, com a tecnológica a desembolsar 31,9 mil milhões de dólares - abaixo dos 35,3 mil milhões antecipados pelos analistas.

No documento de apresentação de resultados, Satya Nadella refere que a empresa já conseguiu ultrapassar uma receita anual de 37 mil milhões de dólares com o seu negócio em IA - mais do dobro do registado no ano anterior. No entanto, as preocupações com a fraca utilização da ferramenta Copilot, aliadas à sustentabilidade do negócio de software da Microsoft, estão a pesar nas ações da empresa, explica Brent Thill, analista da Jefferies, à Bloomberg. 

Esta quarta-feira, quatro grandes tecnológicas - Microsoft, Meta, Alphabet e Amazon - apresentaram resultados ao mercado. Já a Apple divulga contas esta quinta-feira. Entre as cotadas que fazem parte do grupo das Sete Magníficas, ficará só a faltar conhecer as contas da Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo, depois de a Tesla ter dado o pontapé de saída à época de resultados na semana passada.  

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(Notícia atualizada às 22h05)

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