Netflix supera previsões de resultados mas deixa alerta sobre despesa
A Netflix superou as expectativas dos analistas nos resultados apresentados esta terça-feira, mas também deixou alertas nas previsões para os próximos meses, devido ao aumento das despesas com conteúdos e dos custos do acordo de compra da Warner Bros.
A gigante do streaming reportou vendas de 12,1 mil milhões de dólares no quarto trimestre, uma subida de 17,6% face ao período homólogo de 2024, e um lucro líquido de 2,42 mil milhões (ou 0,56 dólares por ação), ambos acima das previsões.
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No total de 2025, as vendas atingiram os 45,2 mil milhões, uma subida de 16% face ao ano anterior, com o número de assinantes a subir 8% para 325 milhões. Os lucros situaram-se nos 8,71 mil milhões de dólares.
Contudo, a empresa refreou o ânimo dos investidores ao dizer que planeia aumentar os custos com filmes e séries em 10% este ano, ao mesmo tempo que procura concluir o negócio de compra das divisões de streaming e estúdios de cinema da Warner Bros.
No ano passado, a Netflix gastou cerca de 18 mil milhões em conteúdos, o que significa um acréscimo de 1,8 mil milhões este ano. Já a oferta sobre a Warner Bros., avaliada em 72 mil milhões, passou a ser totalmente em dinheiro, eliminando a componente de pagamento em ações.
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A conclusão da operação vai custar mais 275 milhões este ano, além dos 60 milhões despendidos no ano passado. A Netflix vai interromper a aquisição de ações próprias para acumular dinheiro para a transação, refere o comunicado aos acionistas.
Nas previsões para o atual trimestre, a Netflix preve lucros de 0,76 dólares por ação, contra as estimativas de Wall Street de um EPS de 0,82 dólares. Já as vendas deverão ficar nos 12,2 mil milhões, em linha com as estimativas.
Para o total de 2026, a empresa prevê receitas entre 50,7-51,7 mil milhões, um aumento de 12% a 14% face ao ano anterior. A Netflix diz que isto será suportado pelos aumentos de assinantes e de preços, e a duplicação das receitas com anúncios em 2026 face a 2025.
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A primeira reação dos investidores aos números foi negativa, com as ações a caírem 5% na negociação "after hours".
*Com Bloomberg
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