Samsung deixa de vender eletrodomésticos, televisores e monitores na China

Os smartphones da marca sul-coreana, no entanto, vão continuar a ser vendidos.
Samsung
Lee Jin-man / Associated Press
Lusa 07:29

A empresa sul-coreana Samsung anunciou esta quinta-feira que deixará de vender todos os seus produtos de eletrodomésticos, incluindo televisores e monitores, na China continental, numa decisão que a companhia atribuiu a um "ambiente de mercado em rápida mudança".

Num comunicado publicado no seu portal chinês de assistência pós-venda, a empresa indicou que, após um "estudo prudente", decidiu cessar a venda na China continental de todos os produtos domésticos.

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A Samsung precisou que continuará a oferecer serviço pós-venda aos utilizadores que já tenham adquirido estes produtos, de acordo com as regulações em vigor.

Segundo informação disponível na página oficial da Samsung na China, os telemóveis continuarão a ser vendidos normalmente, enquanto a retirada afeta televisores, monitores, ecrãs comerciais de grande formato, ares condicionados, frigoríficos, máquinas de lavar, secadoras, equipamentos de som, projetores, aspiradores e purificadores de ar, entre outros aparelhos.

A Samsung entrou oficialmente no mercado chinês em 1992, quando iniciou a sua atividade de fabrico e comercialização no país, e durante anos manteve uma posição relevante em segmentos como televisores, frigoríficos e máquinas de lavar, com uma imagem associada à gama média e alta.

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No entanto, a ascensão de fabricantes chineses de eletrodomésticos e eletrónica de consumo reduziu progressivamente a sua quota num mercado cada vez mais competitivo.

Segundo dados citados pelo órgão chinês Red Star News, em abril passado a Samsung detinha nos canais físicos uma quota de vendas de 3,62% em televisores, 0,41 % em frigoríficos e 0,38 % em máquinas de lavar.

O mesmo meio citou o secretário-geral da Associação Chinesa da Indústria de Vídeos Eletrónicos, Dong Min, que atribuiu o ajuste ao "panorama competitivo global da indústria" e às "decisões estratégicas da própria empresa".

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Dong destacou a "insuficiente localização" da gestão e dos produtos da Samsung, o crescimento de marcas chinesas como Hisense, TCL ou Xiaomi e o "menor apelo" das marcas estrangeiras entre os consumidores chineses mais jovens.

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