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Fundadores do Spotify criticam a Suécia e ponderam abandonar o país

Os fundadores do Spotify, Daniel Ek e Martin Lorentzon, escreveram uma carta aberta aos políticos suecos em que criticam o ambiente empresarial do país e dizem mesmo que podem sair do mercado.

André Vinagre andrevinagre@negocios.pt 13 de Abril de 2016 às 17:20
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A empresa sueca Spotify está a ponderar sair do país de origem e mudar a sede para Nova Iorque, escreve esta quarta-feira, 13 de Abril, a CNN. Numa carta aberta aos dirigentes políticos da Suécia, os fundadores da empresa de "streaming" de música criticaram o ambiente empresarial do país nórdico.

 

Daniel Ek (na foto) e Martin Lorentzon avisaram que a empresa sueca fundada há 10 anos pode vir a sair do país caso as autoridades não se empenhem em tornar o ambiente mais favorável para as empresas tecnológicas.

 

"Temos de agir ou seremos ultrapassados!", é este o título da carta aberta dos fundadores do Spotify. As queixas da empresa têm a ver com o mercado imobiliário, a educação e as opções de acções.

 

A CNN explica que o mercado imobiliário da Suécia torna difícil arrendar um apartamento em Estocolmo porque uma grande parte é controlada por associações imobiliárias, o que faz com que seja difícil atrair talentos estrangeiros para a empresa e que não queiram comprar casa. Ek e Lorentzon dizem que é muito mais simples arrendar casas em cidades como Nova Iorque, Londres ou Singapura, apesar de serem cidades mais caras.

 

Em relação à educação, os fundadores do Spotify queixam-se de que a Suécia não se foca na tecnologia nas escolas, o que leva a que haja uma falta de programadores. Já relativamente às opções de acções como remuneração, os fundadores do Spotify alegam que as regras suecas não deixam que se dê participações generosas aos funcionários, o que faz com que os melhores não queiram ir para a Suécia.

 

"Se não houver mudanças, teremos de considerar alargar as operações em outros países que não a Suécia", refere a carta publicada em sueco na plataforma online Medium.

 

O Wall Street Journal escreve que os Governos europeus têm tentado criar ambientes favoráveis para que as empresas tecnológicas consigam encontrar recursos e não se desloquem para os Estados Unidos da América.

 

Fundado em 2006, o Spotify tem cerca de 2 mil funcionários no total, dos quais 850 estão em Estocolmo, na Suécia. Este serviço de distribuição de música já tem mais de 75 milhões de utilizadores em todo o mundo.

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