Nokia compra parte da Siemens na NSN e fica com o controlo total da empresa
A fabricante finlandesa pagará 1,7 mil milhões de euros pela metade da Siemens na Nokia Siemens Network, uma empresa rentável que pode garantir o futuro da Nokia.
A Nokia comprará a parte da Siemens, na empresa que as duas tecnológicas detêm em conjunto, por 1,7 mil milhões de euros, segundo o Financial Times (FT). O controlo da Nokia Siemens Network pertencerá, na totalidade, depois da transacção, à fabricante finlandesa.
O montante envolvido na transacção será mais baixo do que o estimado, afirmaram os analistas consultados pela agência Reuters. A Nokia pagará 1,2 mil milhões de euros em dinheiro e os restantes 500 milhões de euros assumirão a forma de um empréstimo à Siemens e serão pagos mais tarde.
Com este passo, a Nokia poderá conseguir alguma estabilidade, depois de ter enfrentado alguns problemas no mercado dos “smartphones”. No final do último mês surgiram rumores de que a Microsoft estaria interessada em comprar a unidade de “smarphones” da companhia finlandesa.
Esta transacção permite à Nokia assegurar o seu futuro “aconteça o que acontecer nos ‘smartphones’’, escreveu o analista Pierre Ferragu numa nota aos clientes. O analista ressalva, porém, que a operação poderá colocar alguma pressão, no balanço da Nokia.
A Nokia Siemens Network (NSN) é rentável desde o segundo trimestre de 2012, após ter adoptado uma política de redução de custos. Outro dos factores que beneficiou a companhia foi ter-se focado no LTE (Long Term Evolution ou Evolução de longo prazo, na tradução literal), um padrão de redes de comunicação móveis de quarta geração que permite velocidades superiores.
No primeiro trimestre de 2013, os resultados antes de juros e impostos da NSN atingiram os 196 milhões de euros.
Nokia e Siemens aliaram-se em Abril de 2007. As duas empresas deverão fechar a transacção no terceiro trimestre deste ano, depois da aprovação das entidades reguladoras.
Em Helsínquia, a Nokia perde 1,84% para 3,74 euros, por acção. Já a Siemens soma 1,06% para 78,78 euros, em Frankfurt.