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ONI antecipa lucros para 2004 com saída do sector móvel

A ONI prevê alcançar resultados positivos em 2004, antecipando em um ano esse objectivo constante do plano de negócio da operadora da EDP, devido à saída do sector móvel, disse ao Negocios.pt fonte próxima da empresa.

Negócios negocios@negocios.pt 12 de Março de 2003 às 12:10
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A ONI prevê alcançar resultados positivos em 2004, antecipando em um ano esse objectivo constante do plano de negócio da operadora da Electricidade de Portugal (EDP), devido à saída do sector móvel, disse ao Negocios.pt fonte próxima da empresa.

O objectivo da operadora de telefonia fixa para 2003 é registar um resultado antes de impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) positivo este ano.

«O sector móvel obrigava a um esforço maior de investimento e, sem esse sector (só com o fixo) a ONI poderá antecipar em um ano os lucros positivos» explicou ao Negocios.pt a mesma fonte, que solicitou o anonimato.

O objectivo inicial da ONI era o de registar resultados positivos em 2005. Segundo a mesma fonte, a actividade da ONI em 2002 terá ficado em linha com o estabelecido, que previa o registo de receitas de 350 milhões de euros.

A ONI SGPS, até ao ano passado, estava presente na telefonia fixa e móvel, tendo os accionistas de referência da operadora móvel ONI Way, decidido alienar os seus activos e capital social aos três operadores móveis nacionais por 161 milhões de euros.

A razão que levou a esta decisão teve origem nos atrasos do arranque do UMTS, a única tecnologia que a ONI Way podia operar, por não permitirem a geração de receitas e obrigarem a investimentos contínuos.

ONI Telecom assume funções operacionais do grupo e reduz 100 postos de trabalho

A ONI SGPS procedeu durante todo o ano de 2002 à racionalização da composição dos diferentes órgãos de gestão das diferentes unidades de negócio. Numa primeira fase, a ONI aglutinou numa única empresa o negócio do serviço fixo residencial e de acesso à Internet, ou seja, juntou numa única unidade a ONIOne e a ONIWeb.

Ao mesmo tempo, juntou as actividades de telefonia fixa ao mercado empresarial e à oferta de telefonia fixa aos operadores, no que resultou a junção da ONI Solutions e da ONI Grandes Redes, disse ao Negocios.pt fonte da empresa.

No princípio deste ano, foi decido juntar estes quatro grandes negócios à ONI Telecom. Desta forma, a ONI SGPS passa as funções operacionais para a ONI Telecom, ficando com papel instrumental de ligação entre Portugal e Espanha e gestão de outras participações.

A ONI Telecom, com este processo de racionalização, mantém os anteriores cinco membros da comissão executiva que são António Vidigal, Carlos Duarte, que deixa a presidência executiva para Norton de Matos, Cruz de Morais e Luís Ribeiro Vaz.

No âmbito do novo modelo de governação, é criada a ONI Espanha com a presidência do conselho de administração a ser assumida por Norton de Matos e a executiva a ser ocupada por Luís Ribeiro Vaz. A administração desta unidade integrará ainda António Portela e Heliodoro.

Em Espanha, a ONI tem a operadora fixa para o mercado empresarial Comunitel e a Germinus. Esta reestruturação, com a mudança de instalações para Oeiras, vai resultar em ganhos económicos para a operadora da EDP.

Anteriormente, a empresa arrendava três edifícios em Lisboa, passando agora a estar instalada num único edifício no Lagoas Park.

A ONI Telecom, no âmbito desta reestruturação, cortou 100 postos de trabalho ao longo de 2002, de um total de 700, avançou a mesma fonte ao Negocios.pt Este corte não tem em conta as cerca de 360 saídas ocorridas com a saída do sector móvel.

As acções da EDP [EDP], que controla 56% da ONI, caíam 1,33% para os 1,48 euros.

Por Bárbara Leite

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