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Oracle prepara despedimentos em massa para financiar centros de dados

O corte na força laboral deve ultrapassar os milhares de postos de trabalho. É o mais recente movimento da Oracle na sua jornada de construção massiva de centros de dados para conseguir competir com as gigantes do setor.

Oracle prepara despedimentos em massa para conseguir financiar centros de dados
Oracle prepara despedimentos em massa para conseguir financiar centros de dados Paul Sakuma / AP
19:00

Confrontada com uma crise de liquidez e empenhada a continuar a investir na inteligência artificial (IA), a Oracle está a planear cortar milhares de postos de trabalho um pouco por toda a empresa para fazer face aos custos crescentes. A notícia está a ser avançada pela Bloomberg, que cita fontes próximas ao processo, mas que pediram o anonimato, uma vez que se trata de uma restruturação interna que pode ainda vir a sofrer alterações. 

O foco da empresa estará em reduzir o número de trabalhadores em funções que podem vir a ser substituídas pela IA, embora cortes desta magnitude possam vir a afetar pessoas fora deste escopo. Liderada por Larry Ellison, a Oracle está a , como é o caso da OpenAI - dona do ChatGPT - e conseguir competir com gigantes do setor, como a Microsoft e a Amazon. 

Para isso, a Oracle tem-se endividado a grande velocidade. No mês passado, a tecnológica anunciou que pretende financiar-se em 50 mil milhões de dólares só este ano através de emissão de dívida e venda de ações próprias. As projeções de Wall Street, compiladas pela Bloomberg, antecipam que os gastos da empresa com a sua unidade de "cloud" levem o fluxo de caixa da Oracle ao vermelho nos próximos anos - só conseguindo alcançar retorno em 2030. 

Em setembro do ano passado, a empresa liderada por Larry Ellison anunciou a sua maior restruturação até à data. O objetivo é mudar o foco do negócio de desenvolvimento de software de bases de dados para a unidade de computação em "cloud" para a IA. A restruturação está avaliada em 1,6 mil milhões de dólares, um valor que inclui indemnizações aos trabalhadores, e deverá acabar já em maio. 

A mudança no "core" do negócio da Oracle foi, inicialmente, recebida com grande entusiasmo por parte dos investidores. As ações da tecnológica valorizaram mais de 60% em 2024 e cerca de 20% no ano passado, atingindo máximos históricos em setembro. No entanto, desde aí, e com os receios em torno de uma "bolha" na IA a ensombrarem o mercado, os

As notícias dos despedimentos em massa desta quinta-feira também não estão a ser suficientes para devolver o otimismo aos investidores. Neste momento, a Oracle até avança 0,52% em bolsa, mas tem enfrentado grande volatilidade ao longo da sessão, chegando a negociar de 1,5%. A empresa vai apresentar resultados ao mercado na próxima segunda-feira, depois do fecho da sessão em Wall Street. 

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