Portugal alinha proposta para gigafábrica em Sines. Abrantes poderá ser reforço
Projeto conjunto de Portugal e Espanha para captar uma das cinco gigafábricas de inteligência artificial da UE passa por, depois de Sines, criar uma redundância em Abrantes. Cidade é descrita como "um polo secundário excecional". Investimento total deverá ser superior a oito mil milhões de euros.
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Portugal e Espanha estão na corrida, em conjunto, por uma das cinco gigafábricas de inteligência artificial (IA) da União Europeia, com um projeto que passa por dividir o investimento pelos dois países, em Sines e Tarragona. Mas há também redundâncias previstas, avança esta sexta-feira o Jornal Económico. Uma dessas infraestruturas de reforço deverá fixar-se em Abrantes e outra em Madrid.
A cidade de Abrantes é considerada pelo consórcio público-privado, liderado pelo Banco Português de Fomento (BPF) e que junta um conjunto alargado de 89 empresas tecnológicas de várias geografias, como "um polo secundário excecional, com acesso ao mercado e proximidade ao centro demográfico". A infraestrutura deverá contar com uma capacidade instalada próxima dos 150 megawatts de computação, permitindo disponibilizar serviços avançados de IA a empresas, universidades, centros de investigação e entidades públicas.
É esperado que as primeiras unidades de computação possam estar operacionais no final de 2027 e a gigafábrica comece a funcionar em plenitude a partir de meados de 2028. O investimento total deverá ser superior a oito mil milhões de euros, com um retorno económico potencial de cerca de 3% do produto interno bruto (PIB).
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