Tecnologias Readiness IT quer contratar 100 "ninjas" informáticos para faturar 25 milhões

Readiness IT quer contratar 100 "ninjas" informáticos para faturar 25 milhões

A empresa portuguesa, de sede no Porto e grande atividade no Fundão, continua a expansão e o rápido aumento das receitas. Para crescer, conta contratar 200 trabalhadores nos próximos dois anos, metade já em 2019.
Ana Batalha Oliveira 21 de março de 2019 às 16:41

A Readiness IT multiplicou as receitas por seis em quatro anos. Em 2019, esta tecnológica portuguesa espera alcançar os 25 milhões de dólares de faturação – cerca de 22 milhões de euros - e quer contratar 100 "ninjas informáticos" para o conseguir.

Em 2015, o ano em que a Readiness IT abriu portas, a faturação cifrou-se nos 3 milhões. A empresa dedica-se ao desenvolvimento de produtos e soluções que melhorem a experiência do utilizador e automatizem processos, de forma a aumentar a eficiência dos negócios – uma atividade com aplicação em vários setores mas que tem sido usada sobretudo para servir empresas de telecomunicações. Os 3 milhões transformaram-se em 7 milhões no ano seguinte, depois em 13 e finalmente 18 milhões, em 2018. A previsão para 2019 são os já referidos 25 milhões e, em 2022, o dobro: 50 milhões.

Para sustentar o crescimento, o objetivo é contratar 200 novos profissionais nos próximos dois anos, sendo que os primeiros 100 são bem-vindos já em 2019 e deverão entrar por uma porta "diferente": a academia da empresa, onde são formados os intitulados "System Ninjas". Destes, espera-se que 70 sejam integrados em Portugal, 20 no Chile e 10 na Nova Zelândia.

A empresa quer contratar para várias áreas, mas o enfoque será na área de experiência e usabilidade e no desenvolvimento de produtos e soluções de negócio. A primeira vaga de contratações já foi aberta este mês, em abril abre uma outra no Chile e em maio uma na Nova Zelândia. Em outubro, a empresa volta a procurar candidatos em Portugal. Apesar do caráter formativo destas vagas, os jovens recebem salário e, caso o candidato opte por se fixar no Fundão, tem benefícios em termos de habitação.

Até agora, a taxa de retenção do programa, ao final do período de um ano, é de 90%. A academia localiza-se no Fundão e surge em resposta ao desafio "captar capital humano". "Tudo indica que vamos conseguir obter um importante certificado a nível internacional. Isso elevará o centro para um nível ainda superior", garante o CEO, Adérito Ferreira.

A empresa conta de momento com 300 colaboradores, divididos entre Portugal e vários países no estrangeiro. Mais de metade estão por cá: a maior fatia fixou-se no Fundão – 79 -, com o número de trabalhadores no Porto muito próximo: 76. Lisboa tem atualmente 22 colaboradores e há cinco em Aveiro, um polo ainda em expansão.  

A expansão também vai obrigar a mudar instalações, com a sede no Porto a deslocar-se para um novo edifício, na zona de Campanhã, em maio deste ano.

Os reforços vão ajudar na expansão, que agora tem como prioridade as Américas, os Emirados Árabes e Oceânia. Em parte o objetivo é fechar negócios, mas a empresa também pretende investir em operações que suportem a procura, e vai fazê-lo em países como o Vietname e a Índia.  

Para já, a Readiness IT exporta todos os serviços e soluções, contando clientes como a Telefonica, Etisalat, Entel, SwissCom e T-Mobile. "Começámos a trabalhar com clientes internacionais e as recomendações vieram dar-nos força no mercado externo", justifica o CEO. A confiança é importante, considera, porque "os valores de investimento podem ser muito avultados", oscilando desde os 100 mil euros às dezenas de milhões. Contudo, a empresa afirma o desejo de trabalhar com instituições nacionais. "Há neste momento um projeto em análise para uma grande instituição financeira em Portugal", revela Adérito Ferreira.

A Readiness IT foi fundada em 2015 por 25 jovens quadros da antiga PT, antes de a empresa de telecomunicações portuguesa e antes desta ser integrada no Grupo Altice.




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