Pharol já não vai discutir direito de preferência de accionistas dos EUA

A Pharol comunicou esta terça-feira que iria deixar cair um dos pontos agendados para a próxima Assembleia Geral de Accionistas, no dia 7 de Setembro, e que se prende com a remoção do direito de preferência dos accionistas norte-americanos.
Jornal de Negócios
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Ana Batalha Oliveira 04 de setembro de 2018 às 18:07

A Pharol já não vai debater uma possível remoção do direito de preferência dos accionistas residentes nos Estados Unidos da América e que não se distingam como investidores qualificados, comunicou a empresa à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Este assunto, que constituía o terceiro ponto da convocatória para a próxima Assembleia Geral de Accionistas, marcada para o dia 7 de Setembro, foi retirado da agenda. "Tendo em consideração que a iniciativa de convocação da Assembleia Geral procede de pedido formulado pelo Conselho de Administração e que é este, também, que mo pede (…), aceito a retirada do ponto 3 da convocatória e da respectiva proposta", concedeu o Presidente da Mesa da Assembleia Geral, tal como citado no comunicado.

Na convocatória lia-se que o ponto 3 da Assembleia se destinava a "deliberar sobre a supressão do direito de preferência dos acccionistas residentes nos Estados Unidos da América que não certificarem à Sociedade que são "qualified institutional buyers" e/ou não certifiquem a sua elegibilidade para participar no aumento de capital segundo uma isenção das obrigações de registo do Securities Act".

Mantêm-se desta forma sobre a mesa os restantes três tópicos avançados na convocatória, dos quais se destaca a intenção de acorrer ao aumento de capital da operadora brasileira Oi. De acordo com o documento, a participação da Pharol na empresa de telecomunicações brasileira poderá engordar dos actuais 26 milhões até mais de 55 milhões de euros.  

Esta última hipótese está sob os holofotes uma vez que a Pharol detinha uma participação de 22% na Oi, mas essa posição baixou para 7,6% após a empresa ter decidido não participar na recapitalização da operadora brasileira através de conversão de dívida, primeira etapa dos dois aumentos de capital previstos no âmbito do plano de recuperação da empresa de telecomunicações brasileira. 

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