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APW tem 11 milhões de euros para gerir contratos de antenas móveis em Portugal

O fundo americano vai entrar no mercado português e tem 11 milhões de euros para investir nos próximos três anos na aquisição e gestão de contratos de arrendamento de torres e antenas móveis.

Francisco Manuel / Correio da Manhã
30 de Agosto de 2018 às 10:00

A recém-constituída APW Portugal quer posicionar-se "como uma alternativa para capitalizar o aluguer" das antenas e torres para telemóveis em Portugal. É assim que a subsidiária portuguesa do fundo de investimento norte-americano explica o objectivo da sua entrada no mercado português, onde prevê investir 11 milhões de euros nos próximos três anos.

A empresa actua "como intermediária entre proprietários de imóveis e operadoras de telecomunicações". Ou seja, na prática adquire os direitos dos contratos de arrendamento que os proprietários de imóveis têm com as operadoras, "oferecendo-lhes capital a pronto pagamento em troca do aluguer que iriam receber mensalmente e proporcionando-lhes uma alternativa para capitalizar o aluguer associado a essas infra-estruturas", detalha a APW Portugal em comunicado enviado às redacções.

A APW detalha ainda que "analisa cada contrato individualmente com o intuito de avaliar os termos jurídicos e económicos estabelecidos, bem como as variáveis de risco inerentes a este tipo de contrato". Nesse seguimento, a proposta de investimento tem em consideração vários factores "como o valor do aluguer recebido actualmente, o risco de insolvência da operadora que paga o aluguer, a localização do imóvel, a procura por cobertura na região, as tecnologias dos equipamentos instalados, além das diversas cláusulas e direitos presentes em cada contrato".

Eduardo Liuzzi, vice-presidente regional Ibéria da APW, explica ainda que nos últimos anos tem havido "uma perda de valor elevada nos alugueres dos contratos, devido à inflação e à renegociação de contratos". Neste contexto, a APW Portugal "representa uma alternativa rentável para os proprietários, não só porque mitiga os riscos inerentes a estes contratos, mas, sobretudo, porque lhes permite ter uma liquidez imediata e sem riscos, que pode ser direccionada para outros fins", garante o responsável.

O investimento da APW Portugal vai ser dividido "por regiões e classe de proprietários", como associações, Governo, pequenos negócios, condomínios, entre outros, de modo a que "a análise possa ser contextualizada de forma mais precisa", exemplifica.

A empresa, que se intitula como "pioneira" neste modelo de negócio, está presente na América do Norte e em vários países europeus, detém um portfólio com mais de 4.700 contratos em mais de 17 países.

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