Telecomunicações Bouygues rejeita oferta de Drahi para aquisição de operação móvel

Bouygues rejeita oferta de Drahi para aquisição de operação móvel

A Bouygues disse não à oferta de 10 mil milhões de euros da Altice para juntar as operações móveis em França.
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Negócios 24 de junho de 2015 às 07:49
A Bouygues rejeitou a oferta do milionário Patrick Drahi, dono actual da PT Portugal, para comprar a sua operação de telecomunicações móveis. A decisão de recusar a oferta foi, segundo a Bloomberg, unânime no conselho da Bouygues que acredita estar em melhores condições para aumentar os lucros, até porque uma venda também poderia levantar problemas concorrenciais e colocaria em risco postos de trabalho.

A Numericable-SFR, empresa das operações francesas da Altice, avançou com uma oferta não solicitada sobre a Bouygues no valor de 10 mil milhões de euros. Drahi, com a aquisição da Bouygues, queria ganhar escala nas telecomunicações móveis, o que lhe permitia lutar taco a taco com a maior operadora, a Orange. Ficaria com 30 milhões de clientes e um volume de negócios de 15 mil milhões de euros. Segundo a Bloomberg, a oferta implicava uma valorização do negócio de 14,4 vezes o EBITDA, o que seria dos rácios mais elevados em compras do sector nos últimos dois anos e meio. 

Martin Bouygues e o seu irmão Olivier têm 27% dos direitos de voto da Bouygues. 

"O conselho está convencido que o sector das telecomunicações está a iniciar uma nova era de crescimento, em resultado do desenvolvimento exponencial dos utilizadores digitais", explicou a Bouygues em comunicado, citado pela Bloomberg. Por isso, "o conselho acredita que a Bouygues Telecom está particularmente bem posicionada para tirar partido desse crescimento".

A unidade prevê atingir uma rentabilidade operacional (EBITDA) de 25% do volume de negócios em 2017. 

Apesar de só pesar 13% do volume de negócios, a unidade de telecomunicações é a principal responsável pelo valor da empresa, cuja capitalização bolsista é de 13 mil milhões de euros.

Esta fusão resultaria na concentração do mercado móvel francês, que passaria de quatro para três operadores, tal como já aconteceu noutros países, como Alemanha, Irlanda ou Áustria. 





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