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Isabel dos Santos diz que cotação da PT para efeitos de OPA só deve contar a partir de 17 de Outubro

Foi a 17 de Outubro que o tribunal do Luxemburgo determinou a insolvência da Rioforte, pelo que é essa a data que se deve considerar para determinar o prémio da OPA lançada, defende Isabel dos Santos junto da CMVM.

Miguel Baltazar/Negócios
02 de Dezembro de 2014 às 16:26

"Os critérios de valorização de mercado considerados na data do anúncio preliminar (9 de Novembro) são os que melhor reflectem a nova realidade da PT SGPS, a qual sofreu alterações significativas no valor dos seus activos no decorrer dos seis meses que antecederam o mesmo", defendeu, junto da CMVM, a Terra Peregrin, empresa de Isabel dos Santos que lançou uma OPA sobre a PT SGPS, oferecendo 1,35 euros por acção, acrescentando que "qualquer comparação de contrapartida com a evolução da cotação das respectivas acções num período anterior ao anúncio preliminar só poderá ser feita após o dia 17 de Outubro de 2014". 

Isto é o que a Terra Peregrin escreve no projecto de prospecto da operação, dados que o Negócios obteve junto de fonte conhecedora da oferta.

Este é um dos argumentos que a Terra Peregrin dá para defender a sua contrapartida, de 1,35 euros por acção, e ao mesmo tempo pedir a derrogação do lançamento de OPA obrigatória consequente à OPA voluntária, caso obtenha o controlo.

É que nas OPA obrigatórias a média dos seis meses é que tem de ser considerada.  

Mas no projecto de prospecto, a Terra Peregrin defende que "o preço é justo e equitativo e considera-se devidamente justificado", falando num prémio entre 11% e 66%, conforme a base de comparação.

O prémio de 11% tem em conta o fecho da sessão anterior ao anúncio preliminar. O prémio sobe, segundo Isabel dos Santos, 18% se considerar a média de cotação entre 17 de Outubro e 7 de Novembro (última sessão antes do anúncio preliminar) e tendo em conta uma média de recuperação dos instrumentos da Rioforte de 22,8% do valor nominal. Isabel dos Santos acrescenta que tendo em contra o fecho das acções da Oi a 7 de Novembro, então o prémio é de 27,3% considerando o mesmo nível de recuperação dos papéis comerciais da Rioforte e de 54,8% considerando que nada se recupera do investimento na Rioforte.

Estes são os principais argumentos para Isabel dos Santos manter os 1,35 euros por acção oferecidos pela PT SGPS e ao mesmo tempo pedir para não ser lançada OPA obrigatória se ficar com 50,01% da PT SGPS.

De resto, como o Negócios noticiou Isabel dos Santos manteve as condições e pressupostos já revelados a 17 de Novembro.

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