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Nova lista de credores da Oi mantém Bava e duplica dívida ao Haitong

A segunda lista de credores da Oi continua a incluir o nome de Zeinal Bava. E o valor reclamado pelo ex-BESI mais que duplicou.

Zeinal Bava
Miguel Baltazar
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 18 de Maio de 2017 às 13:40
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A segunda lista de credores da Oi já é conhecida. Além da PT Finance, veículo que detém a dívida da antiga PT, a lista inclui outros credores portugueses. Zeinal Bava, a Haitong, a Meo e as sociedades de advogados Serra Lopes Cortes Martins e Abreu Advogados são alguns dos nomes.

A nova lista, divulgada esta quinta-feira, 18 de Maio, ainda não foi oficialmente publicada. Só a partir dessa publicação oficial é que arranca o prazo de 30 dias para contestação.

O nome do antigo CEO da PT e da Oi, Zeinal Bava, continua a integrar a lista de dívidas da Oi.

A operadora, que e está em recuperação judicial, a maior da história brasileira, reconhece uma dívida de 16,9 milhões de reais (cerca de 4,8 milhões de euros) ao antigo gestor de empresa. Este valor, que permaneceu inalterado, estará relacionado com o acordo da saída do gestor da presidência executiva da operadora brasileira em 2014.

Como foi noticiado na altura, Bava ia receber uma indemnização de 5,4 milhões de euros, dividida em 36 parcelas de 150 mil euros.

Já o valor reclamado pela Haitong (ex-BESI) mais que duplicou. Enquanto na primeira lista a dívida do banco de investimento se situava em 64,8 mil reais (18,7 mil euros), agora ultrapassa os 191 mil reais (55,3 mil euros).

A lista da dívida da Oi, que totaliza 65,4 mil milhões de reais (18,9 mil milhões de euros), inclui ainda a sociedade de advogados Serra Lopes Cortes Martins, que reclama 282 mil reais, e Abreu Advogados 32 mil reais.

A dívida reconhecida pela Oi à Meo também se manteve em 4,4 milhões de reais (perto de 1,2 milhões de euros).

Obrigacionistas da antiga PT de fora da lista

A dívida da Portugal Telecom International Finance (PTIF) também integra este universo. Segundo as contas da Oi, situa-se em 15 mil milhões de reais (3,8 mil milhões de euros), valor que inclui o montante que não foi reembolsado aos investidores portugueses que em 2012 compraram obrigações da antiga PT.

A nova lista "inesperadamente", "continua a não incluir qualquer dos nomes dos credores obrigacionistas da PTIF que reclamaram os seus créditos", conta Ricardo Marques Candeias, da sociedade de advogados Candeias & Associados.

"Esta decisão do administrador judicial é tão mais inesperada e desadequada quando, a 4 de Outubro de 2016, o próprio tribunal judicial da 7º Vara do Rio de Janeiro tinha decidido do direito dos credores de reclamarem, individualmente, os seus créditos", relembra.

"Seja como for, estamos convencidos que o administrador judicial optou por uma solução intermédia: por um lado, entendeu que os credores já estavam representados pela CITICORP TRUSTEE (os créditos que constam da lista é de 3.920 milhões de euros) pelo que não haveria necessidade de constarem os seus nomes, individualmente".

Por outro lado, continuou, "irá permitir que os credores que reclamaram créditos possam participar na assembleia de obrigacionistas e possam votar, como se o seus nomes estivesse na referida lista".
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