"Vai haver um momento para avaliar como o Governo reagiu. Este é o momento de acudir", diz Seguro
Apesar de remeter o balanço da atuação do Governo na resposta às tempestades para outra altura, o candidato presidencial deixou algumas críticas à atuação no terreno das autoridades, em entrevista ao Now. “O Estado tem de ser mais rápido a reagir. A articulação entre meios tem de ser mais rápida”, assinalou.
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O candidato presidencial António José Seguro recusou esta terça-feira, em entrevista no Now, fazer uma avaliação da resposta do governo à sucessão de tempestades que assolou o país, remetendo essa análise para outra altura. “A avaliação tem de ser feita, mas fora deste momento, em que a prioridade é acudir às pessoas. Não vou fazer uma avaliação com base em perceções”, referiu. “Este é o momentro de acudir às pessoas que não têm telhados, aos empresários que não têm equipamentos para trabalhar.”
Contudo, deixou algumas críticas à atuação no terreno. “O Estado tem de ser mais rápido a reagir. A articulação entre meios públicos e privados tem de ser mais rápida”, assinalou. Seguro referiu ainda que “não houve consiciência da dimensão desta catástrofe” que atingiu a região centro, partilhando das opiniões que ouviu de que “se fosse em Lisboa a reação seria diferente”. “As pessoas no interior sentem-se abandonadas.”
Caso seja eleito na segunda volta das eleições presidenciais, marcada para 8 de fevereiro, Seguro promete voltar aos locais afetados depois de tomar posse, “para ver se as ajudas que o governo prometeu chegaram às famílias e às empresas”, reconhecendo que os apoios “vão no bom sentido”.
Recusou também comentar os ataques do adversário, André Ventura, sobre “andar a reboque” nas dádivas de alimentos e de lonas para os telhados às populações afetadas. “Não dedico nem um segundo a essa questão. Vivemos um momento de tragédia nacional. Aquilo que é exigido a cada português é que possamos ajudar as pessoas que estão num momento de grande aflição.”
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