Pharol convoca assembleia geral para decidir se avança com processos contra ex-administradores da PT
O conselho de administração da Pharol (ex-PT SGPS) convocou uma assembleia-geral para decidir se avança com acções judiciais contra os ex-administradores da PT envolvidos no caso Rioforte. A reunião está agendada para dia 31 de Julho às 15 horas.
O conselho de administração da Pharol anunciou esta quarta-feira, 1 de Julho, que pediu ao presidente da mesa da assembleia-geral para convocar uma reunião de accionistas para deliberar se avançam com acções judiciais contra os antigos administradores da PT envolvidos no caso Rioforte.
A reunião foi agendada para dia 31 de Julho a partir das 15 horas, informa a Pharol num comunicado enviado à CMVM.
"Foi deliberado solicitar ao senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral, a convocação de Assembleia Geral para deliberar nos termos e para os efeitos previstos no artigo 72º e seguintes do Código das Sociedades Comerciais, tendo por ordem de trabalhos a propositura de acção de responsabilidade contra todos e quaisquer administradores eleitos para o triénio de 2012/2014 e que tenham violado deveres legais, fiduciários e/ou contratuais, entre outros, quer por acção, quer por omissão, pelos danos causados à PHAROL SGPS, S.A. em consequência e/ou relacionados com os investimentos em instrumentos de dívida emitidos por entidades integrantes do Grupo Espírito Santo", segundo o mesmo comunicado.
No dia 27 de Maio a ex-PT SGPS já tinha informado que iria avançar com um processo contra o ex-auditor externo das contas do grupo até 2014, a Deloitte. E que o novo conselho de administração, eleito no final de Maio, iria decidir se avançava ou não com acções contra ex-administradores que estiveram envolvidos nas aplicações da Rioforte, e que levaram ao ‘buraco’ de 900 milhões de euros.
Zeinal Bava (ex-CEO da PT e da Oi), Henrique Granadeiro (antigo líder da PT SGPS), Pacheco de Melo (ex-administrador financeiro) e Amílcar Morais Pires (antigo administrador do BES e da PT) têm sido alguns dos nomes envolvidos na polémica aplicação financeira.
O incumprimento da Rioforte obrigou a PT SGPS a renegociar os termos da combinação de negócios com a Oi, tendo ficado com uma participação inferior à inicialmente prevista.
Actualmente a Pharol é composta por uma participação de 27,5% na Oi e pela opção de compra de mais acções da brasileira, condicionada à recuperação dos 900 milhões de euros de dívida da Rioforte.
(Notícia actualizada às 20h04 com a data da reunião)