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Pinto Luz pede expansão do 5G em Portugal. "Temos só 30% da nossa infraestrutura em 5G"

O ministro defendeu ainda como "essencial" dar previsibilidade a quem investe em Portugal.

Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação
Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação António Pedro Santos / Lusa - EPA
15:13

O ministro das Infraestruturas e da Habitação afirmou esta terça-feira que Portugal tem 30% da infraestrutura em 5G, pelo que os operadores têm de garantir a conclusão de toda a implementação da quinta geração de redes móveis.

Miguel Pinto Luz falava no encerramento da apresentação do Centro de Excelência para a Inovação da Mastercard, em Lisboa, onde elencou o que está a ser feito em Portugal, os investimentos e a legislação que está a ser desenhada. No 5G SA, 'standalone', o ministro defendeu "o 'deployment' [implantação] completo".

"Hoje dizemos que temos 5G em Portugal, não o temos", salientou o governante.

"Temos só 30% da nossa infraestrutura em 5G, portanto, a obrigatoriedade dos nossos operadores de telecomunicações garantirem a conclusão de todo o 'deployment' de 5G, essencial para redes fechadas de 5G, para 'use cases' ligados à indústria, à saúde" ou meios de pagamentos, apontou o ministro.

No seu discurso, o ministro defendeu ainda como "essencial" dar previsibilidade a quem investe em Portugal, como é o caso da Mastercard, por exemplo.

"Eu tenho cruzado ao longo da minha vida, muitas vezes com a Mastercard, do ponto de vista da usabilidade pessoal, naturalmente, mas muito, muito designadamente na área da mobilidade, por exemplo, e naquilo a que nós chamamos de Smart Cities", apontou, referindo que a empresa teve a "arte e o engenho de perceber muito antes do tempo" e liderar "esta agenda da inovação nas cidades, na inovação da interação do cidadão com a Administração Pública, com os serviços, uma visão integrada de Mobility as a Service".

Miguel Pinto Luz salientou que a Mastercard escolheu Portugal por um conjunto de razões onde se inclui o talento, conhecimento e capacidade de atração do território e por ter autarcas como Carlos Moedas, que também esteve presente no evento.

"Hoje vivemos um 'hype' e uma vontade crescente desta atratividade do nosso destino, de Portugal, mas obriga e coloca pressão sobre os decisores políticos a todos os níveis", prosseguiu, dando o exemplo que, "até à semana passada, não era possível" testar condução autónoma em Portugal, ao contrário de outros países.

Portanto, "se os decisores políticos não arrepiarem caminho, em bom português, se não derem corda aos sapatos e se não mudarmos esta dimensão legislativa para permitir a quem escolhe como a Mastercard o destino de Portugal para colocar os seus centros de inovação" não será possível manter, atrair e trazer mais invesitmentos, advertiu Miguel Pinto Luz.

"Por isso é que este Governo tem vindo a fazer um conjunto de alterações legislativas", nomeadamente na área dos drones.

"Estamos a legislar para testes de drones, mas também para a gestão do espaço aéreo nos drones, outra dimensão absolutamente essencial" e "estamos a legislar para novas 'sandboxes' na área de inteligência artificial e estamos a liderar a agenda, nomeadamente na nossa candidatura à 'gigafactory' [gigafábrica] europeia, numa parceria 50-50 com o Estado espanhol e, portanto, com a enorme esperança depositada nessa candidatura para termos uma das 5 primeiras 'gigafactories' em Portugal", sublinhou.

Além disso, "estamos a criar as condições necessárias e suficientes para colocar todos os operadores de infraestruturas nacionais ao serviço de quem quer testar novas tecnologias e quem quer ser early adopter", disse, elecando a importância no investimento em cabos submarinos e em 'data centers' [centros de dados].

"Temos mais de três dezenas de 'data centers' em 'pipeline' e criámos uma grande zona de grande procura energética e, portanto, estamos a direcionar e a criar 'fast tracks' para o investimento" nesta área.

Mas "não queremos ser uma quinta de 'data centers', consumidores de energia sem gerar externalidades positivas para a economia e para as nossas empresas e o nosso tecido universitário e científico e, portanto, estamos a exigir a quem faz investimento" que faça investimento na ciência e empresas portuguesas, rematou.

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