Telecomunicações Programa de saídas da Meo com número “expressivo” de candidaturas

Programa de saídas da Meo com número “expressivo” de candidaturas

A administração da Altice Portugal considera que ainda é “prematuro” fazer um balanço do programa de saídas voluntárias que terminou na segunda-feira. Mas revela que superou as expectativas.
Programa de saídas da Meo com número “expressivo” de candidaturas
Vítor Mota
Sara Ribeiro 05 de fevereiro de 2019 às 15:29

Em duas semanas e meia a Altice Portugal recebeu centenas de candidaturas ao programa de saídas voluntárias para os trabalhadores mais velhos. E apesar de alguns sindicatos terem perdido a extensão do prazo, a dona da Meo garante que "encerrou ontem à noite, dia 4 de fevereiro", a adesão ao programa, disse ao Negócios fonte oficial da operadora liderada por Alexandre Fonseca.

Questionada sobre o número concreto de candidaturas, a Altice Portugal considera que ainda é "prematuro fazer um balanço". No entanto, avança que registou "um número expressivo" e o qual "superou a expectativa" da empresa. 

Fontes sindicatos e da empresa avançaram ao Negócios que os recursos humanos da antiga PT receberam centenas de candidaturas. "Agora, cabe à empresa avaliar as inscrições de acordo com critérios de indispensabilidade de cada colaborador de acordo com as funções que hoje executa", sublinhou a mesma fonte oficial da Altice Portugal.

No dia 17 de janeiro a administração da Altice Portugal anunciou que ia lançar um programa de saídas voluntárias para trabalhadores com mais de 50 anos através de duas figuras: suspensão do contrato e trabalho e pré-reforma. A primeira dirige-se a colaboradores entre os 50 e 55 anos de idade e prevê o pagamento de 100% do vencimento-base acrescido de 50% dos complementos salariais, caso existiam. Já a modalidade de pré-reforma é para quem tenha mais de 55 anos e prevê o pagamento de 80% do salário.

Nas respostas enviadas por escrito ao Negócios, a operadora confirmou ainda que o programa também foi aberto aos cerca de 150 trabalhadores que tinham sido transferidos para outras empresas. Uma situação que tinha sido noticiada pelo Dinheiro Vivo e que segundo a Meo prevê garantir "aos mesmos [trabalhadores] condições idênticas às dos colaboradores da Altice Portugal que adiram ao programa, postura que aliás a Altice Portugal já adotava em relação a outros benefícios, como é o caso da manutenção da PT ACS ou dos benefícios em comunicações", sublinhou a operadora.

Em 2017 a operadora decidiu avançar com a transferência de 155 trabalhadores usando a figura legal de transmissão de estabelecimentos. No início de junho desse ano transferiu 37 pessoas da área informática para a Winprovit. E no mês seguinte mais 118, dos quais 22 para a Sudtel, 74 para a Tnord - empresas do grupo Altice -, e 22 para a Visabeira, como relataram na altura os sindicatos.

Esta prática associada ao que diziam ser o clima de "medo" e "pressão" levaram centenas de trabalhadores da PT a aderir à greve de 21 de julho desse ano, algo que não acontecia há 10 anos. Além disso, a polémica em torno da transferência destes 155 trabalhadores da Meo deu o mote para o Parlamento debater e aprovar as propostas de revisão das regras para a transmissão de estabelecimentos.




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