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Tanure faz queixa da Real Seguros à ASF sobre participação na Pharol

Segundo o Expresso, o investidor brasileiro escreveu à ASF, à CMVM e até ao Parlamento queixando-se da Real Seguros.

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Negócios 04 de Janeiro de 2020 às 10:18
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O investidor brasileiro Nelson Tanure enviou uma carta ao regulador dos seguros (ASF), ao Parlamento e à CMVM queixando-se da Real Vida Seguros por causa da participação que a seguradora tem na Pharol. 

Segundo o Expresso, Nelson Tanure, que renunciou ao cargo de administrador da Pharol a 9 de dezembro, e que está na iminência de ser destituído como administrador da empresa (decorre a assembleia-geral extraordinária na quarta-feira), enviou uma missiva para a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), com conhecimento para a CMVM e ainda para a Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças, acusando a Real Vida Seguros de violar os "princípios de prudência e deveres de fidúcia" por ter realizado um investimento num título "extraordinariamente especulativo", dizendo mesmo que a primeira preocupação da seguradora foi afastar os administradores da Pharol "que incomodam o Novo Banco".

Acaba mesmo por chamar à seguradora liderada por Gonçalo Pereira Coutinho "Ongoing 2" por "servir/apoiar/facilitar" os interesses do BES, "travestido de Novo Banco". 

Tanure já não tem participação qualificada na Pharol, que foi vendendo depois da CMVM ter instaurado uma investigação à sua posição. A Real Vida tem 4% da Pharol. 

Está convocada para quarta-feira, 8 de janeiro, uma assembleia-geral extraordinária para votar a destituição de três administradores: Tanure, Jorge Santiago das Neves e Aristóteles Drummond. 

Gonçalo Pereira Coutinho garante ao Expresso que "Não há qualquer concertação nem com o Novo Banco nem com qualquer outro acionista." A companhia fez um "processo aprofundado de análise e avaliação" e concluiu que a Pharol se encontra "valorizada em bolsa claramente abaixo da soma do valor dos seus ativos, onde se incluem cerca de 20 milhões de euros em cash", e que a Oi está a vender ativos que vão valorizar as suas ações e as da Pharol.

Sobre a decisão de afastar Tanure, Pereira Coutinho alega que "é uma questão de bom senso", e argumenta com a dimensão do conselho, dizendo ser o seu único propósito o corte de custos.

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