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Telefónica e TIM assumem interesse pela rede móvel da Oi

Segundo foi comunicado na terça-feira ao mercado, a Telefónica e a TIM estão interessadas no negócio da operadora brasileira que tem a Pharol como acionista.

D.R.
Alexandra Machado amachado@negocios.pt 11 de Março de 2020 às 09:37
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A Telefónica e a TIM assumiram interesse na compra de ativos móveis da Oi, segundo foi anunciado na terça-feira à noite no Brasil.

Em comunicado, a Oi comunicou que o seu "assessor financeiro, Bank of America Merrill Lynch, recebeu manifestações de terceiros interessados no negócio móvel da companhia", manifestações que decorreram no âmbito de um processo de consulta ao mercado. 

A Oi esclarece que são interesses "não vinculantes" e "iniciais", mas vê neles "o interesse do mercado nas suas operações móveis". Mas neste momento "não há qualquer compromisso da Oi ou de quaisquer destes terceiros para a efetivação de tal alienação, nem tampouco foi celebrado qualquer instrumento vinculante a respeito", pelo que "embora possa haver futuramente uma evolução de suas análises para um potencial processo formal de negociação, no momento a Oi segue analisando todas as alternativas existentes que possam dar mais eficiência à realização do seu Plano Estratégico, não sendo possível inferir, nesse momento, que potenciais negociações efetivamente cheguem a bom termo e que uma operação de venda seja concretizada".

Num outro comunicado, citado em vários jornais brasileiros, a Telefónica e a TIM comunicaram que manifestaram esse interesse junto do assessor financeiro da Oi.

Em conjunto, Telefónica e TIM explicam que a intenção é repartirem os ativos da Oi, recebendo, cada, "uma parcela do negócio".

"Telefónica Brasil e TIM manifestaram junto do Bank of America Merrill Lynch o seu interesse com vista a uma potencial aquisição, em conjunto, do negócio móvel do grupo Oi, na sua totalidade ou em parte", assinalaram as companhias.

Uma eventual compra pela Telefónica e TIM deixaria o mercado com três operadores: Claro, de Carlos Slim, Vivo, da Telefónica, e TIM, da Telecom Itália. A Oi ficaria apenas com rede fixa. A Vivo é líder do mercado móvel brasileira, com cerca de 33% de quota, enquanto a TIM tem 23,7 %. A Oi está com 16,2 %.

A Pharol é acionista da Oi, tendo 5,5% da operadora brasileira. A Oi já tinha comunicado ao mercado que tinha contratado o banco norte-americano para a assessor na criação de valor, e a Pharol já tinha admitido poder haver uma venda da operação móvel da Oi.





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