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Zeinal Bava quer Oi a crescer no móvel através do pré-pago

Mais de quatro quintos dos clientes do serviço móvel da Oi estão no pré-pago e o modelo permite conter as dívidas de cobrança duvidosa bem como aliviar o valor do capital circulante.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 13 de Novembro de 2013 às 14:05
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A Oi escolheu apostar nos contratos pré-pagos como forma de crescer no mercado móvel brasileiro, segundo anunciou o presidente executivo da Oi, onde a Portugal Telecom detém uma participação superior a 20%.

 

A decisão foi anunciada aos analistas durante a conferência telefónica com analistas que se seguiu à apresentação dos resultados da cotada brasileira, na tarde de quarta-feira. “O foco no pré-pago tem a ver com a identidade da marca”, disse, enunciando o objectivo de apresentar ofertas que façam sentido para os clientes da operadora.

 

Cerca de 86% dos clientes da Oi no mercado móvel têm contratos pré-pagos, segundo a apresentação da operadora. No total, são 40,7 mil clientes que efectuam carregamentos para poderem enviar mensagens pelo serviço SMS e fazer chamadas de voz.

 

 “O foco no pré-pago tem a ver com a identidade da marca. Já tínhamos referido que queríamos dar contexto às ofertas que fazemos”, reiterou. “Queremos dar as promoções que fazem sentido para os nossos clientes”, acrescentou, lembrando que a operadora irá tratar cada estado do Brasil como um mercado diferente.

 

Neste modelo os pagamentos são feitos “à cabeça” e que tem como vantagens conter o aumento das dívidas de cobrança duvidosa, que, no Brasil, tendem a ser elevadas. Por outro lado, a estratégia irá pesar menos sobre o endividamento porque o pagamento antecipado alivia as necessidades de fundo de maneio, que por sua vez diminui a necessidade de financiamento da cotada.

 

A operadora vai assim focar-se em incentivar os carregamentos e consumo de minutos em conversação, SMS ou tráfego dados. Duas campanhas recentes apresentadas pela gestão na conferência propõem aos clientes do pré-pago uma tarifa fixa para usarem telecomunicações ilimitadas por um dia, uma semana, ou um mês.

 

Dados não ficam para trás

 

Zeinal Bava esclareceu ainda os analistas que tem a expectativa de ver as receitas dados crescerem. Questionado por uma analista acerca da existência de uma estratégia para crescer nas receitas de dados, que tendem a ser mais elevadas nos contratos pós-pagos associados aos “smartphones”, o executivo esclareceu que terão de ser exploradas outras opções para impulsionar as receitas de dados.

 

As receitas de dados da Oi correspondem apenas a 17,7% das receitas de serviços, lembrou Bava. “Há uma operadora no Brasil em que [esta rubrica] está acima dos 30%”, referiu, lembrando que pretende ver esta proporção crescer.

 

“É muito limitativo pensar em receitas de dados [exclusivamente] em cima de receitas dos smarphones. Claro que são importantes impulsionadores, mas existem muitos aplicativos que podemos explorar”, afiançou. Para já, prioridade é apostar num modelo que corresponde à “identidade da marca e permite dar contexto às ofertas que fazemos” aos clientes da mobilidade.  

 

No futuro, a empresa poderá ainda reforçar a cobertura de 3G em várias áreas e estas terão potencial para promover o aumento de consumo de dados na OI, prolongando assim o crescimento de 57,6% verificado no terceiro trimestre.

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