Mota-Engil assina contrato de 114 milhões para quadruplicar troço da linha do Minho
A Mota-Engil assinou com a Infraestruturas de Portugal (IP) um novo contrato no montante de cerca de 114 milhões de euros para os trabalhos de quadruplicação da via no troço entre Contumil e Ermesinde na linha do Minho.
Em comunicado à CMVM, o grupo salienta que o contrato, com uma duração estimada de 1.385 dias, inclui a ampliação da plataforma ferroviária existente, incluindo trabalhos de superestrutura de via-férrea, terraplenagem, drenagem, estruturas de contenção, obras acessórias e de catenária, supressão de passagens de nível, construção e prolongamento de passagens desniveladas, bem como a reformulação da Estação de Rio Tinto e do Apeadeiro de Águas Santas, com novas plataformas para passageiros e novos parques de estacionamento.
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Com a adjudicação deste contrato, a Mota-Engil afirma que “reforça a sua carteira de encomendas em Portugal e apoia o desenvolvimento do país através de uma obra com particular relevância estratégica para a mobilidade ferroviária nacional, ao permitir eliminar um dos principais constrangimentos de capacidade da Linha do Minho, e, sobretudo, do transporte de mercadorias na ligação internacional à Galiza, em Espanha”.
De acordo com a Infraestruturas de Portugal, o troço da Linha do Minho entre Contumil e Ermesinde é utilizado por mais de 200 comboios por dia, assegurando a ligação de todos os tráfegos de passageiros e mercadorias entre o Porto e todas as linhas a norte da cidade, com especial impacto nas Linhas do Minho, do Douro e de Guimarães, bem como no Ramal de Braga.
A quadruplicação deste troço tem como objetivos aumentar a oferta ferroviária de passageiros e mercadorias, estimando-se um crescimento da procura na ordem dos 30% em resultado da intervenção, assim como criar corredores independentes para a Linha do Minho e para a Linha do Douro, reforçando e melhorando a oferta ferroviária na Área Metropolitana do Porto.
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Segundo a IP, pretende-se ainda assegurar, numa primeira fase, a ligação de alta velocidade ferroviária entre o Porto e Vigo, deduzir as emissões de gases com efeito de estufa e diminuir a sinistralidade e o congestionamento.
No total, a intervenção envolve um investimento global na ordem dos 226 milhões de euros, incluindo estudos e projetos, expropriações, empreitada de construção civil, materiais, fiscalização e sistemas de sinalização e telecomunicações ferroviárias, contando com um apoio de cerca de 40 milhões de euros de fundos da União Europeia, no âmbito do Portugal 2030.
A conclusão da empreitada consignada à Mota-Engil está prevista para o primeiro trimestre de 2030.
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