Talgo aposta na bi-bitola. IP alerta para o preço, complexidade e concorrência
A CP vai comprar 12 automotoras para a alta velocidade que, em Portugal, se fará em bitola ibérica. A Talgo vê “grande vantagem” para o país ter comboios que circulem em duas bitolas diferentes, mas a IP considera o custo desta solução elevado. Cada automotora pode custar até 30% mais.
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Lançada a primeira “pedra”, a alta velocidade começa a acelerar. Ainda só um dos troços de Lisboa-Porto está atribuído, o segundo arrisca contestação e o terceiro pode ser partido em dois, mas o objetivo é que a linha esteja pronta para os primeiros comboios começarem a rolar dentro de cinco anos. Faltam as automotoras que serão compradas à Talgo ou à francesa Alstom, estando os espanhóis a apostar em composições bi-bitola. Fará sentido? A Infraestruturas de Portugal alerta que, entrou outros pontos, esta solução sai até 30% mais cara.