EasyJet espera prejuízos maiores devido à guerra. Ações chegam a afundar 9%
A companhia aérea britânica EasyJet alertou que os prejuízos no primeiro semestre do ano, período tradicionalmente negativo para a empresa, serão maiores do que esperava e deverão ficar entre os 540 e os 560 milhões de libras esterlinas (o equivalente a 621 milhões e 644 milhões de euros à taxa de câmbio atual).
Segundo a empresa, este aumento do prejuízo no primeiro semestre fiscal, que acabou em março, deve-se, em particular, às consequências da guerra no Médio Oriente, com os custos com jetfuel a agravar em 25 milhões de libras (28,7 milhões de euros). Por comparação, no primeiro semestre do ano fiscal anterior, os prejuízos da EasyJet tinham chegado aos 394 milhões de libras (453 milhões de euros).
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Após o anúncio, as ações chegaram a afundar 9%, tendo mais tarde desacelerado para uma perda de 3% para 373,61 libras. O aviso e respetivo tombo em bolsa surge antes de a companhia aérea britânica de baixo custo divulgar os seus resultados, previsto para o próximo mês.
"A EasyJet teve uma procura forte e contínua no primeiro semestre", mas os resultados financeiros "deterioraram-se, impactados pelo conflito no Oriente Médio e pelo ambiente competitivo em certos mercados", resumiu o presidente executivo do grupo, Kenton Jarvis.
O setor da aviação tem sido afetado pelos encerramentos do espaço aéreo desde o início da guerra no Médio Oriente, no final de fevereiro, e pela ameaça de escassez de combustível devido ao encerramento do estreito de Ormuz. Algumas companhias aéreas chegaram mesmo a suspender ligações devido ao aumento do preço dos combustíveis.
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