Trabalhadores da TAP pedem travão à privatização
A Comissão de Trabalhadores da TAP mostra-se contra a privatização da transportadora, pedindo travão à venda.
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"Apelamos a todos os patriotas para travar a privatização da TAP, o que deve ser considerado um dever nacional", diz o comunicado enviado esta quarta-feira, 12 de Dezembro, da Comissão de Trabalhadores da transportadora, para quem a venda prejudicará os colaboradores e o País.
A comissão de trabalhadores diz-se posta de parte em todo o processo, uma situação que considera ilegal."Lamentamos profundamente que questões desta importância para o futuro dos milhares de trabalhadores da TAP continuem a ser tratadas no segredo dos gabinetes ao arrepio da lei e da Constituição, não tendo até ao presente esta CT recebido qualquer informação concreta sobre a proposta apresentada de compra da TAP".
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Não tendo informação oficial sobre a proposta, a comissão comenta as notícias divulgadas pela comunicação social, nomeadamente pelo Negócios, sobre o valor da proposta. Para a comissão de trabalhadores "é notório que o empresário Boliviano-Brasileiro-Colombiano-Polaco se propõe dar uma esmola ao Governo português, ficando em contrapartida detentor da TAP, recebendo ainda dividendos do Governo referentes ao real valor da referida empresa".
Para a estrutura que representa os trabalhadores, Efromovich contornou a lei comunitária, que impede a venda maioritária de companhias aéreas a não europeus. "Basta uma quarta naturalização manhosa e um testa de ferro no Luxemburgo. Esta situação só vem demonstrar que o caminho que sempre defendemos - que o Estado assuma a capitalização da TAP - é possível desde que para tal haja vontade política e um governo patriótico capaz de enfrentar as potências neocoloniais".
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