Tripulantes dizem que TAP só fez três voos durante a greve
"Sem falsa demagogia e com a responsabilidade que se nos impõe, apresentamos os números: três voos - foram os que a TAP Air Portugal realizou em período de Greve dos Tripulantes de Cabine da nossa Empresa", garante o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) num comunicado enviado este domingo, 11 de dezembro, aos seus associados.
"Todos os voos que a administração revela ter realizado são voos de regresso à Base (fora do âmbito da greve por nós decretada); voos operados por companhias aéreas contratadas para o efeito ou operados pela Portugália (pertencente ao Grupo TAP, mas cujos tripulantes não são da TAP Air Portugal); ou ainda os respetivos voos de serviços mínimos, decretados pelo Tribunal Arbitral - à exceção do Praia e Bissau que a própria Companhia incumpriu, cancelando-os" acrescenta o SNPVAC no balanço da greve.
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O sindicato sustenta que a paralisação a "foi o último e lícito recurso" que tiveram de usar "para superar o conflito que nos opõe à TAP, depois de esgotadas as vias de diálogo e de negociação".
Os tripulantes remetem os problemas de produtividade existentes na companhia para a responsabilidade da gestão. "Se a nossa produtividade é abaixo do previsto - ou, se calhar desejado - deve-se apenas a duas razões: por um lado, uma gestão da empresa limitada, principalmente no que aos planeamentos e SOE diz respeito, porque maximizar recursos não significa decerto esmifrar um trabalhador no que se refere aos tempos de trabalho. Por outro, é também porque o plano financeiro para a empresa coloca o desempenho laboral como um todo, independentemente da área, trabalho realizado e horários praticados".
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Além disso, reputa como "lamentável" que a TAP desvirtue os números "que fazem capas de jornal, em que para justificar 10% do total de tripulantes, com um volume de voo anual inferior a 100 horas" esquecendo-se "de referir que se tratam de baixas prolongadas ou doentes oncológicos".
Apesar deste afastamento, o SNPVAC adianta estar "totalmente" disponível "para chegar a um entendimento". "Não entendemos nem aceitamos é que as regras do diálogo e do possível acordo entre as partes, sejam exclusivamente impostas por apenas um dos interlocutores", enfatiza.
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Por isso, caso a TAP insista em perpetuar a sua postura, os tripulantes de cabine, cumprirão a deliberação da AG do dia 6 de dezembro, com os respetivos dias de greve, para provar à empresa, uma vez mais, a verdadeira união da classe".
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