Nova subida em flecha nos preços do gás natural e petróleo. Ouro cai 2%
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.
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Ouro desvaloriza e caminha para mais longa série de perdas desde final de 2023. Prata perde 5%
O ouro está a negociar com desvalorizações nesta quinta-feira, marcando a sétima sessão consecutiva de perdas, à medida que a escalada da guerra no Médio Oriente impulsiona os preços do petróleo e reduz as perspetivas de uma descida das taxas de juro nos EUA a curto prazo. Também um dólar mais forte está a pesar sobre a negociação do “metal amarelo”.
A esta hora, o ouro cede 2,47%, para os 4.699,520 dólares por onça e está perto de registar a mais longa série de perdas desde outubro de 2023.
No que toca à prata, o metal precioso cai 5,05%, para os 71,565 dólares por onça.
Quase três semanas após o início da guerra, a subida vertiginosa dos preços do petróleo bruto e do gás está a aumentar os riscos de uma escalada da inflação, o que torna menos prováveis os cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana e de outros bancos centrais. Isto constitui um obstáculo para o ouro, que não rende juros.
A Fed manteve as taxas de juro inalteradas na sua reunião de ontem e previu apenas um corte este ano, com o governador Jerome Powell a afirmar que uma redução exigiria que a inflação abrandasse. O conflito torna a evolução da economia dos EUA “incerta”, afirmaram responsáveis da Fed num comunicado.
O desempenho do ouro na sequência do início da guerra no Médio Oriente está a espelhar o que já aconteceu ao longo do verão de 2022, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia causou um choque nos preços da energia que se propagou pelos mercados globais.
“[O ouro] já não é um porto seguro, é um ativo especulativo”, defende, à Bloomberg, Patrick Armstrong, da Plurimi Wealth LLP. O metal amarelo não pode ser visto como uma proteção contra a incerteza devido à magnitude da sua recuperação e à elevada volatilidade implícita, afirmou.
Apesar das quedas recentes, o ouro ainda regista uma subida de cerca de 9% desde o arranque do ano.
Gás natural dispara 35% com ataques no Médio Oriente. Petróleo sobe e chega aos 114 dólares
Os preços do petróleo e do gás estão a negociar com significativos aumentos na manhã desta quinta-feira, 19 de março, à medida que se intensificam os ataques a infraestruturas energéticas no Médio Oriente com a escalada da guerra entre os Estados Unidos (EUA) e Israel contra o Irão.
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Escalada do petróleo atira Ásia para o vermelho. BoJ manteve juros inalterados
Os principais índices asiáticos encerraram a negociação com fortes perdas, à medida que ataques a infraestruturas energéticas no Médio Oriente impulsionaram os preços do petróleo, alimentando a preocupação com uma escalada da inflação, num dia em que o Banco do Japão (BoJ) decidiu manter as taxas de juro inalteradas, à semelhança do que foi decidido pela Reserva Federal (Fed) nos Estados Unidos. A esta hora, os futuros do Euro Stoxx 50 registam uma queda de 1,8%, enquanto os futuros norte-americanos apontam para uma ligeira descida, após o S&P 500 e o Nasdaq 100 terem ambos caído mais de 1% na quarta-feira.
Pelo Japão, o Nikkei tombou 3,38% e o Topix perdeu 2,91%. Já o sul-coreano Kospi recuou 2,73%. Na China, o Hang Seng de Hong Kong caiu 1,97% e o Shanghai Composite desvalorizou 1,39%. Por Taiwan, o TWSE cedeu 1,92%.
O índice de referência para a região, o MSCI Ásia-Pacífico, caiu quase 3%, com os investidores a reduzirem a exposição ao risco, fixando a pior sessão desde 9 de março. Com uma queda superior a 8% neste mês, o desempenho das ações asiáticas tem ficado atrás dos seus congéneres nos EUA e na Europa.
“A Ásia está mais vulnerável do que outras regiões à atual interrupção no fornecimento de petróleo, GNL e outros recursos”, escreveram analistas do Morgan Stanley, numa nota citada pela Bloomberg, recomendando aos investidores que vendessem as ações da região após a recuperação do arranque desta semana.
Pelo Japão, os investidores estão agora em alerta para uma potencial quebra da barreira dos 160 ienes por dólar. O BoJ manteve as taxas de juro inalteradas na quinta-feira, na sequência de uma decisão da Reserva Federal na quarta-feira, com ambos a sinalizarem que o conflito no Médio Oriente está a toldar as perspetivas de política monetária. As decisões sobre as taxas do Banco Central Europeu e do Banco de Inglaterra estão previstas para o do dia de hoje.
“Mais uma vez, são os desenvolvimentos no setor energético que estão a impulsionar os fluxos entre ativos”, escreveu à agência de notícias financeiras Chris Weston, do Pepperstone Group. “Não há dúvida de que os preços mais elevados do petróleo estão a começar a ter um impacto mais alargado e, com a volatilidade elevada, o risco de notícias negativas continua sempre presente”, acrescentou.
Entre os movimentos do mercado, pela China, a Zijin Mining Group perdeu quase 8%, após uma queda dos preços do ouro, e foi a cotada que mais contribuiu para a queda do índice Shanghai Composite. Já a Shenzhen Sking Intelligent Equipment registou a maior queda em termos de percentagem, tendo tombado mais de 16%. Já pela Coreia do Sul, a gigante Samsung perdeu quase 4%.
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