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António Costa defende capitalização da TAP em bolsa

O líder socialista considera que a greve da TAP vai ser "um retrocesso para a economia nacional". Sobre o apoio do PS a um candidato presidencial, disse que ainda "não está prevista nenhuma data". Questionado sobre a resposta do PS às 29 perguntas do PSD, António Costa revelou que os 12 sábios estão a "completar as respostas".

Miguel Baltazar/Negócios
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 29 de Abril de 2015 às 19:36
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O Partido Socialista (PS) defende que a capitalização da TAP em bolsa é uma alternativa viável ao processo de privatização em curso. O secretário-geral socialista considera que é "imprudente privatizar a TAP a 100%" e que este processo é uma "ameaça" para os "interesses" e a "soberania nacional".

 

António Costa lamentou que a possibilidade de "reforçar o capital" da TAP "via dispersão em bolsa", com uma posição maioritário do Estado português, não tenha sido tida em conta pelo Governo de Passos Coelho. Esta possibilidade, lembrou, já foi aprovada pela Comissão Europeia em relação a outras transportadoras aéreas europeias.


Sobre a greve dos pilotos da TAP, o líder socialista atirou uma posição formal do PS para mais tarde. Contudo, apontou que a greve é "um retrocesso para a economia nacional" e que neste momento é preciso "encontrar uma solução que evite a greve".

 

Disse que neste momento a TAP "precisa de paz social, de crescer de forma sustentável, abrir novas rotas, para o fomento do turismo em Portugal e a ligação de Portugal ao mundo".

 

Costa ausente da apresentação de Sampaio da Nóvoa

 

O secretário-geral socialista disse que não vai estar presente na apresentação da candidatura de Sampaio da Nóvoa à presidência da República que vai ter lugar esta quarta-feira.

 

Sobre a demonstração de apoio do PS a um candidato, disse que ainda "não está prevista nenhuma data" e que o PS "nunca apresentou nenhum candidato" porque o Presidente da República "não é um representante dos partidos, é dos cidadãos".

 

Ao mesmo tempo, destacou que os "portugueses retêm como bons exemplos" todos os presidente que tiveram o apoio do PS. "São exemplos de boa magistratura", afirmou, dando o exemplo de Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio.

 

Questionado pelos jornalistas sobre se o PS iria responder hoje às 29 perguntas colocadas pelo PSD ao seu plano macroeconómico, António Costa disse que o "grupo de economistas está a completar as respostas". Aproveitou também para dizer que a "avaliação" das propostas socialistas é "feita pelos cidadãos" e que as políticas do PSD "conduziram ao fracasso".

 

Foi na terça-feira que António Costa disse que o PS iria responder hoje às 29 questões levantadas pelos sociais-democratas sobre a viabilidade do plano macroeconómico escrito por 12 sábios.

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