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CTP quer segunda fase da privatização da TAP após decisão de venda à Lufthansa

Francisco Calheiro aponta que a integração da companhia aérea nacional na Lufthansa vai beneficiar o país e o turismo. No entanto, defende que que a privatização da TAP se concretize na totalidade.

Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal
Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal Mariline Alves
14 de Outubro de 2026 às 18:55
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A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) considera positiva a venda de uma posição minoritária da TAP à Lufthansa e é defensora de uma segunda fase de privatização, levando a companhia portuguesa a voar, na sua totalidade, para as mãos dos alemães.

O presidente da CTP, Francisco Calheiros, sustenta que a "integração da TAP num grande grupo de aviação internacional vai beneficiar a companhia aérea, o turismo e o país". Calheiros, que está de saída da confederação no início do próximo ano, refere que a TAP "já não poderia continuar isolada neste mercado tão competitivo".

"Aplaudo a decisão de hoje anunciada pelo Governo e continuo a frisar que a CTP defende uma segunda fase da venda da TAP, para que se concretize uma privatização a 100%", vinca o líder da confederação do turismo, citado em comunicado.

A CTP considera que a entrada da Lufthansa no capital da TAP é uma mais-valia para a transportadora de bandeira portuguesa, dando-lhe músculo financeiro que lhe permitirá reforçar a competitividade internacional, algo que é, neste momento, determinante para a empresa e para o país. 

"Espero que depois de terminadas todas as fases da operação de venda, se conclua que o novo acionista da TAP virá a garantir empregos, o hub de Lisboa, as ligações às regiões autónomas e à diáspora, a preservação das atuais rotas estratégicas, assim como fique garantido o ADN da marca TAP", refere ainda Francisco Calheiros.

A Lufthansa ofereceu 1,2 mil milhões de euros por 49,9% da TAP, numa diferença de 163 milhões de euros face à proposta da Air France-KLM. A estimativa é que a Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia decida num espaço de 18 a 24 meses, altura em que o cheque entrará nos cofres portugueses para abater dívida e em que a Lufthansa poderá entrar oficialmente na companhia.

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