Aviação Delta Airlines regressa a Portugal após 20 anos de ausência

Delta Airlines regressa a Portugal após 20 anos de ausência

Por agora, a companhia aérea norte-americana vai voltar a voar para Lisboa. Se as coisas correrem bem no Verão, a Delta admite alargar a operação e estudar outros aeroportos.
Delta Airlines regressa a Portugal após 20 anos de ausência
Bruno Simão
Wilson Ledo 28 de março de 2017 às 22:00
"É muito engraçado neste país porque a Delta está em todo o lado. Não é uma companhia aérea, mas um café. Estamos muito conscientes disso". É assim que o director de vendas  da Delta Airlines  para Portugal, Rafael Ruiz, explica o facto de não existir uma campanha para anunciar a novidade: o regresso da companhia aérea a Lisboa. O esforço na publicidade está concentrado nos Estados Unidos, o país de origem da transportadora.

A partir de 26 de Maio e até 28 de Outubro, Lisboa ficará mais perto de Nova Iorque, com uma ligação diária da Delta ao aeroporto J.F. Kennedy. "É o tempo certo. Portugal tornou-se um ponto interessante para vender. Era uma das capitais europeias que nos faltava", diz Ruiz perante o regresso da companhia a Portugal 20 anos depois. E resume: "Diria que é um renascimento".

Agora, o foco está no segmento corporativo, fazendo-se valer das ligações empresariais entre os dois países em sectores como o químico e o farmacêutico. "Temos um produto melhor para a classe executiva", responde, quando questionado sobre a concorrência da TAP na mesma rota. A Delta junta ainda forças com o grupo Air France-KLM, permitindo ligações a outros pontos da Europa.

Nos aviões Boeing 757 será possível efectuar uma viagem de ida e volta, em classe económica, por cerca de 500 euros. Rafael Ruiz mostra-se muito satisfeito com os níveis de reservas, a rondar os 80%. O preço não chega para vender o destino Portugal. "É muito importante para os agentes de viagens americanos terem um destino seguro", conta ao Negócios.

Já para conquistar o mercado português é preciso "um bocadinho mais de tempo. A nossa intenção é ficar". Por agora, só no Verão. Se a experiência correr bem, poderá voltar com "um avião maior", mais ligações, novas rotas e até juntar aeroportos à lista. No curto prazo, "não há planos", adverte.

O responsável para Portugal diz não ter sentido problemas com a capacidade limitada na Portela. "Uma vez que já lá estamos, é só questão de dizer que queremos expandir", perspectiva.

TOME NOTA

Quem voa para os Estados Unidos?

Delta Airlines torna-se a quinta companhia aérea a ligar, com voos directos, Portugal e Estados Unidos da América. É uma geografia com uma aposta crescente, embora parte da oferta continue a ser um exclusivo do Verão.


TAP e a aposta no mercado americano
A estratégia da portuguesa TAP tem tido nos Estados Unidos um dos seus pilares. A aposta mais recente foi no aeroporto J.F.Kennedy em Nova Iorque, onde se faz valer da rede da parceira Jetblue para atingir outros 30 destinos naquele país. A TAP tem também voos directos para Newark em Nova Iorque, Boston e Miami.

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SATA e a ligação cultural a Boston
Os passageiros da SATA, sendo esta parceira da TAP, têm acesso directo à rede já montada. Contudo, a companhia açoriana não deixa de apostar nos Estados Unidos da América, numa primeira fase justificada pelo chamado "mercado da saudade" com a comunidade emigrante. Há ligações directas para Boston a partir de Lisboa e de Ponta Delgada. Por vezes, com partida de Lisboa, será necessária uma breve escala técnica naquele aeroporto açoriano. 



United e a opção de Washington
Durante todo o ano, a United Airlines tem ligação directa entre Lisboa e Newark, em Nova Iorque. A esta se junta, durante o Verão definido no calendário da aviação civil, uma ligação a Washington D.C. Esta última ligação foi lançada pela companhia aérea no ano passado, entre Maio e Setembro.



American Airlines com voos durante o verão
No próximo dia 6 de Abril, a American Airlines volta a operar entre Lisboa e Filadélfia. Estes voos sazonais durante o Verão já são uma tradição da maior companhia norte-americana há 11 anos. Na semana passada, a transportadora informou que seria possível aos passageiros portugueses atingir outros 160 destinos a partir do seu 'hub' em Filadélfia.

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