Governo afasta impacto da guerra no Médio Oriente no interesse pela TAP
Os três grupos que estão na corrida pela TAP têm de apresentar as propostas não vinculativas até 2 de abril.
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O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, descarta a possibilidade de os efeitos decorrentes da guerra no Médio Oriente, como a volatilidade do petróleo ou a incerteza no setor da aviação, beliscarem o interesse dos atuais três interessados pela TAP.
Os três grupos interessados na privatização da TAP - IAG (que integra a British Airways e a Iberia e tem como maior acionista a Qatar Airways), a Air France-KLM e a Lufthansa - foram convidados a apresentar propostas não vinculativas no âmbito do processo de venda de 49% da TAP, dispondo até 2 de abril para o fazer.
"Não creio que esta crise tenha um forte impacto no interesse e nas condições para a privatização", afirmou, em entrevista à Bloomberg TV, apontando que, a seu ver, "os três grupos continuam a olhar para a TAP de uma perspetiva de crescimento a médio e longo prazo".
Com efeito, a IAG estará a ponderar abandonar a corrida pela compra, por entender que ficar com uma posição minoritária não se enquadra na estratégia do grupo, segundo avançou, há pouco mais de uma semana, a agência de notícias financeira.
Fontes próximas admitiram à Bloomberg que a IAG até pode avançar com uma oferta não vinculativa, mas vir a desistir do processo depois, não estando ainda tomada uma decisão final.
A privatização da TAP prevê a venda de uma participação de até 49,9% na companhia de bandeira nacional, com 5% reservados aos funcionários, e exige uma série de condições, como a manutenção do "hub" de Lisboa e das rotas estratégicas para a América do Sul e do Norte e África, entre outras.