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IAG avalia desistir da corrida pela compra da TAP

O grupo de companhias aéreas considera que a aquisição de uma posição minoritária não se enquadra na sua estratégia, avança a Bloomberg. Decisão final ainda não está tomada. IAG assinala ao Negócios que tem até 2 de abril para apresentar uma oferta.

TAP está em fase de privatização
TAP está em fase de privatização Armando Franca / Associated Press
17:06

A IAG deverá abandonar a corrida pela compra de uma participação na TAP, avança a Bloomberg, após concluir que a aquisição de apenas uma posição minoritária não se enquadra na estratégia do grupo.   

Contudo, ainda não foi tomada uma decisão final, e a posição do grupo de empresas de aviação poderá mudar, ressalva a agência. A IAG poderá também apresentar uma oferta não vinculativa até ao prazo de 2 de abril, mas depois não concluir o negócio.

Representantes da IAG – grupo que integra a British Airways e a Iberia e tem como maior acionista a Qatar Airways - e do Governo português recusaram comentar à Bloomberg. Em resposta ao Negócios, fonte oficial da IAG assinalou que, "de acordo com o processo, temos até 2 de abril para submeter uma oferta".    

A privatização da TAP prevê a venda de uma participação de até 49,9% na companhia de bandeira nacional, com 5% reservados aos funcionários, e exige uma série de condições, como a manutenção do “hub” de Lisboa e das rotas estratégicas para a América do Sul e do Norte e África, entre outras.

O CFO da empresa, Nicholas Cadbury, deu a entender em dezembro que a IAG não ficaria satisfeita com a compra de uma posição minoritária na TAP, pretendendo ver “um rumo claro” para a “detenção total ou maioritária” no capital da companhia aérea portuguesa.

Caso a IAG desista da corrida, a disputa ficará reduzida apenas à Air France–KLM e à Deutsche Lufthansa, que deverão apresentar ofertas não vinculativas até ao prazo de 2 de abril, depois da manifestação de interesse na compra de parte da TAP.

, a dona da Iberia e da British Airways  reconhecia que o negócio poderá ser "uma oportunidade estratégica interessante para o grupo", embora admitindo só continuar a avançar no processo de privatização da companhia aérea portuguesa se este "criasse valor para os acionistas". 

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