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Lufthansa lucra 1,3 mil milhões em 2025 mas deixa alerta sobre Médio Oriente

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Lufthansa Frank Hoermann/SVEN SIMON/Frank Hoermann/SVEN SIMON/picture-alliance/dpa/AP Images
11:53

O grupo aéreo alemão Lufthansa registou um lucro líquido de 1,3 mil milhões de euros em 2025, menos 3% do que no ano anterior, apesar de receitas recorde de 39,6 mil milhões, e alertou para maior incerteza devido ao Médio Oriente.

A empresa alemã que nesta sexta-feira revelou que . "Seria uma adição importante para o mercado brasileiro e para a nossa presença na América Latina", destacou o CEO na conferência de imprensa sobre os resultados", sublinhou Carsten Spohr, presidente executivo da companhia aérea.

O volume de negócios do grupo aumentou 5% face a 2024, impulsionado pela procura por viagens aéreas, tendo a companhia transportado 135 milhões de passageiros ao longo do ano, mais 3% do que no período anterior, de acordo com o comunicado emitido hoje.

Segundo a empresa, o lucro operacional (EBIT ajustado) subiu para dois mil milhões de euros, acima dos 1,6 mil milhões registados em 2024, refletindo menores custos com irregularidades nos voos, bem como o impacto de preços mais baixos do querosene e de um dólar mais fraco

O presidente executivo do grupo, Carsten Spohr, afirmou que os resultados "demonstram a resiliência e a estabilidade do grupo".

No entanto, citado no mesmo comunicado, alertou que "a guerra no Médio Oriente demonstra mais uma vez quão exposto está o transporte aéreo e quão vulnerável continua a ser, mesmo que a indústria esteja hoje mais resiliente a crises do que no passado".

Segundo o responsável, a forte concentração dos fluxos globais de tráfego aéreo nos centros de ligação ('hubs') do Golfo "está a revelar-se cada vez mais um 'calcanhar de Aquiles' geopolítico".

Para Carsten Spohr, "torna-se ainda mais importante não prejudicar ainda mais as companhias aéreas e os centros de ligação europeus", sublinhando que "a soberania da Europa exige a capacidade de manter as suas próprias ligações aos mercados globais".

No total, as companhias aéreas do grupo transportaram 135 milhões de passageiros em 2025, com a taxa média de ocupação dos aviões a atingir um novo máximo de 83,2%.

Para 2026, o grupo prevê um aumento das receitas e uma melhoria significativa dos resultados, embora admita que os desenvolvimentos no Médio Oriente e as suas consequências geopolíticas para a economia mundial aumentam a incerteza nas previsões.

Ainda assim, a empresa indicou ter registado recentemente uma subida da procura por voos de longo curso, sobretudo em rotas para e a partir da Ásia e de África, estando a avaliar reforçar frequências para destinos como Singapura, Índia, China e África do Sul.

A administração vai propor aos acionistas o pagamento de um dividendo de 0,33 euros por ação relativo ao exercício de 2025, acima dos 0,30 euros distribuídos no ano anterior.

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