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Portugal "abriu caminho para que a TAP continue história de sucesso em conjunto com a Lufthansa"

A companhia aérea alemã demorou a reagir às notícias que lhe dão a vitória, mas garante que está satisfeita e preparada para manter o "hub" em Lisboa e preservar a identidade da empresa.

Carsten Spohr, CEO da Lufthansa.jpeg
Carsten Spohr, CEO da Lufthansa.jpeg DR
14 de Outubro de 2026 às 17:42
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A Lufthansa demorou mais de duas horas a reagir à vitória do processo de reprivatização da TAP, mas mostra-se satisfeita por poder agregar a companhia portuguesa ao seu portefólio nos próximos anos. 

"Com a aquisição inicial de uma participação minoritária, o grupo Lufthansa prossegue uma agenda estratégica clara: apoiar o crescimento da TAP Air Portugal, preservando a sua identidade nacional, e reforçar de forma sustentável a conectividade de Portugal, em particular com a América do Norte e a América Latina", sustentam os alemães em comunicado. 

O CEO do grupo Lufthansa, Carsten Spohr, indica que a decisão do Governo português "abriu caminho para que a TAP continue uma trajetória de sucesso em conjunto" com os alemães. "A TAP é uma companhia forte e rentável, nossa parceira na Star Alliance e com sucesso internacional como uma das principais transportadores nas rotas do Atlântico Sul", aponta o gestor.

Com a aquisição da TAP, a Lufthansa vai agora "prosseguir de forma consistente com a estratégia de internacionalização e fortalecer de forma sustentável a nossa posição no mercado do Atlântico Sul", contando com a forte posição da TAP no Brasil.

"A nossa empresa mantém uma parceria estreita e de confiança com Portugal há muitos anos. Durante décadas, investimos no país, criámos e garantimos empregos altamente qualificados e conectámos Portugal com a Europa e o mundo. Aguardamos com expectativa um futuro partilhado com a TAP e a continuação da nossa cooperação construtiva com o Governo em Lisboa", vinca Spohr, mencionando o "hub" da companhia portuguesa.

Neste comunicado, a Lufthansa revela que propôs 1.025 milhões de euros por 44,9% da transportadora de bandeira nacional, tendo em conta que 5% estão reservados para os trabalhadores. Contudo, caso os trabalhadores optem por não exercer os seus direitos, a oferta da Lufthansa sobe para os 1,2 mil milhões de euros anunciados pelos 49,9%. 

Os alemães assumem continuar a trabalhar em conjunto com o Executivo de Luís Montenegro e com a Parpública para "finalizar os documentos da transação e espera concluir e assinar em breve os acordos para a aquisição da participação", recordando que a conclusão do negócios está sempre sujeito à aprovação das autoridades. 

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