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TAP diz que foram cancelados apenas 15 voos em junho por manutenção

Companhia contesta números divulgados pelo Sitema e diz que "seis voos foram cancelados devido ao efeito direto da indisponibilidade momentânea de técnicos de manutenção e outros nove cancelamentos foram uma consequência da indisponibilidade das aeronaves envolvidas nos seis cancelamentos".

Cortes salariais provocaram fuga de técnicos de manutenção da TAP,    baixando de 940 em 2019 para cerca de 800 este ano.
Miguel Baltazar
Ana Petronilho anapetronilho@negocios.pt 29 de Junho de 2022 às 20:03
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A TAP contesta os números divulgados pelo Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves (Sitema) e diz que em junho foram cancelados 15 e não 46 voos por falta de pessoal de manutenção. Sobre o número de 76 voos com atraso, a TAP nada diz.  


A transportadora esclarece que desde o início de Junho e até 28 do mesmo mês, "seis voos foram cancelados devido ao efeito direto da indisponibilidade momentânea de técnicos de manutenção e outros nove cancelamentos foram uma consequência da indisponibilidade das aeronaves envolvidas nestes seis cancelamentos".


Os números divulgados hoje pela TAP não constaram da resposta enviada ontem ao Negócios.


Além do número de cancelamentos, a TAP nega ainda o rácio divulgado pelo Sitema, dizendo que a companhia está a operar com 10,5 técnicos de manutenção frisando que os "números estão errados". O cálculo da TAP resulta da divisão entre os 800 técnicos pelos 76 aviões.


Mas, de acordo com o presidente do Sitema, Paulo Manso, a companhia está a operar com um rácio "abaixo de" 1,2 técnicos de manutenção por aeronave, abaixo da média internacional de 3,2 e do período antes da reestruturação, quando tinha um rácio de 1,44 técnicos por aeronave.


Para Paulo Manso, "para fazer um rácio que possa ser fiável só podemos comparar situações que sejam comparáveis". Por isso, acrescenta ainda o dirigente sindical, "não podemos utilizar para efeitos de cálculo, áreas que outras empresas não têm, por exemplo, área de manutenção de componentes ou a manutenção de motores" e que o rácio do Sitema resulta da "área de apoio direto à operação dos aviões e comparamos essa área com a mesma área em outras companhias aéreas".


Por isso, acrescenta ainda o Sitema, "não faz sentido dividir o número total de técnicos pelo número total de aviões" porque dos "800 técnicos há muitos que não trabalham com os aviões e há alguns que só trabalham, por exemplo nos motores".


A TAP frisa ainda que "também não surpreende" que o Sitema não tenha mencionado que os técnicos que representa "estão a trabalhar a tempo parcial", e que a companhia "já apresentou duas propostas para que os técnicos regressem ao trabalho a tempo inteiro, para combater a indisponibilidade ocasional destes técnicos, tendo estas duas propostas sido rejeitadas pelo Sitema".

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